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“Darkness Visible: Percursos pelo Gótico Americano”

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Gótico Americano funciona como negação duma corrente iluminista que fomentou a ideia de progresso em que se baseava o American Dream. Esse “Outro”, que regressa de algo reprimido no passado, seria portador de uma monstruosidade que a cultura dominante não podia assimilar, pois abalaria a sua fé na benevolência e perfectibilidade do ser humano, assim como a sua crença no poder da racionalidade. Por isso, em "Redefining the American Gothic", Louis Gross define o Gótico como “a demonic quest narrative” e “a demonic history text”. Gross considera este tipo de ficção como literatura onde o medo é a emoção fundamental, já que a experiência gótica oferece “a darkened world where fear, oppression, and madness are the ways to knowledge and the uncontrolled transformation of one’s character the quest’s epiphany”. Das trevas surgirá a luz, transformando-se assim a experiência da escuridão num acto de iluminação, seguindo uma lógica binária que, de acordo com Eric Savoy, tem exigido “a darkness as the Enlightenment’s Other”. Esta ideia é também partilhada por duas das vozes mais reconhecidas da crítica gótica: Anne Williams, em "The Poetics of Darkness", e Maggie Kilgour, em "The Rise of the Gothic Novel".
Autores principais:Lima, Maria Antónia
Assunto:Gótico Literatura Norte-Americana
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:O Gótico Americano funciona como negação duma corrente iluminista que fomentou a ideia de progresso em que se baseava o American Dream. Esse “Outro”, que regressa de algo reprimido no passado, seria portador de uma monstruosidade que a cultura dominante não podia assimilar, pois abalaria a sua fé na benevolência e perfectibilidade do ser humano, assim como a sua crença no poder da racionalidade. Por isso, em "Redefining the American Gothic", Louis Gross define o Gótico como “a demonic quest narrative” e “a demonic history text”. Gross considera este tipo de ficção como literatura onde o medo é a emoção fundamental, já que a experiência gótica oferece “a darkened world where fear, oppression, and madness are the ways to knowledge and the uncontrolled transformation of one’s character the quest’s epiphany”. Das trevas surgirá a luz, transformando-se assim a experiência da escuridão num acto de iluminação, seguindo uma lógica binária que, de acordo com Eric Savoy, tem exigido “a darkness as the Enlightenment’s Other”. Esta ideia é também partilhada por duas das vozes mais reconhecidas da crítica gótica: Anne Williams, em "The Poetics of Darkness", e Maggie Kilgour, em "The Rise of the Gothic Novel".