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As Reflexões (1768) de Francisco José Freire e o Vocabulário (1712-1728) de Bluteau

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As Reflexões sobre a Lingua Portugueza (1768), de Francisco José Freire, representam, no panorama setecentista português, um caso interessante, pelas variadíssimas considerações de natureza filológico-linguística que nelas se encontram e que lhes asseguram lugar de relevo entre a numerosa produção metalinguística deste período. No presente texto, aborda-se o contributo da obra de Freire para a lexicografia setecentista portuguesa, revelando-a como complementar ao conhecido Vocabulario (1712-1728), de Bluteau. Para o efeito, toma-se como amostra a lista de “vozes antiquadas” apresentada na “Reflexão 2ª”, analisando-se a informação fornecida por Freire sobre as palavras antiquadas em comparação com a fornecida por Bluteau. O cotejo com o Dicionário de Morais (1789) e com o contemporâneo de Houaiss (2002) permite concluir que, além de actualizarem informação em relação a Bluteau, as Reflexões de Freire permitem seguir movimentos no léxico do Português setecentista não detectáveis nos grandes dicionários.
Autores principais:Banza, Ana Paula
Assunto:Reflexões Freire Bluteau Vocabulário Lexicografia
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:As Reflexões sobre a Lingua Portugueza (1768), de Francisco José Freire, representam, no panorama setecentista português, um caso interessante, pelas variadíssimas considerações de natureza filológico-linguística que nelas se encontram e que lhes asseguram lugar de relevo entre a numerosa produção metalinguística deste período. No presente texto, aborda-se o contributo da obra de Freire para a lexicografia setecentista portuguesa, revelando-a como complementar ao conhecido Vocabulario (1712-1728), de Bluteau. Para o efeito, toma-se como amostra a lista de “vozes antiquadas” apresentada na “Reflexão 2ª”, analisando-se a informação fornecida por Freire sobre as palavras antiquadas em comparação com a fornecida por Bluteau. O cotejo com o Dicionário de Morais (1789) e com o contemporâneo de Houaiss (2002) permite concluir que, além de actualizarem informação em relação a Bluteau, as Reflexões de Freire permitem seguir movimentos no léxico do Português setecentista não detectáveis nos grandes dicionários.