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Entre a violência e a negociação. A tomada de voz e obediência a Filipe II em terras do duque de Bragança

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este texto enquadra-se nos estudos sobre os poderes locais e a organização municipal na época moderna em Portugal. Tem como principal lugar de observação Bragança e Chaves, as duas mais importantes terras transmontanas da Casa de Bragança. A cronologia incide sobre complexa conjuntura da tomada de poder em Portugal por Filipe II, aproveitando os episódios relativos à tomada de voz e obediência nessas terras, não apenas para desvendar as fracturas políticas locais, quanto os impactos da disputa sucessória entre o Prudente, os duques de Bragança e D. António, Prior do Crato. A análise no tempo curto da acção política será, no entanto e também, reveladora de algumas das características estruturais das relações sociais do poder na época moderna, através da análise da conflitualidade decorrente das sobreposições dos distintos níveis jurisdicionais.
Autores principais:Cunha, Mafalda Soares da
Assunto:Casa de Bragança Filipe II Hisória de Portugal História Moderna Prior do Crato Bragança
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:Este texto enquadra-se nos estudos sobre os poderes locais e a organização municipal na época moderna em Portugal. Tem como principal lugar de observação Bragança e Chaves, as duas mais importantes terras transmontanas da Casa de Bragança. A cronologia incide sobre complexa conjuntura da tomada de poder em Portugal por Filipe II, aproveitando os episódios relativos à tomada de voz e obediência nessas terras, não apenas para desvendar as fracturas políticas locais, quanto os impactos da disputa sucessória entre o Prudente, os duques de Bragança e D. António, Prior do Crato. A análise no tempo curto da acção política será, no entanto e também, reveladora de algumas das características estruturais das relações sociais do poder na época moderna, através da análise da conflitualidade decorrente das sobreposições dos distintos níveis jurisdicionais.