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Adaptação do Inventário de Depressão de Beck II para a população portuguesa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Inventário de Depressão de Beck II (Beck Steer & Brown., 1996) é um dos instrumentos de auto-relato mais populares e mais utilizados para avaliar a intensidade da sintomatologia depressiva em adolescentes e adultos. Existem diversas adaptações da prova para diferentes países. Os autores do presente trabalho desenvolveram uma versão portuguesa do inventário. Após o processo de tradução dos itens, que contou com a avaliação de três especialistas, para além dos dois autores, e de uma retroversão, e de um pré-teste, realizaram-se três estudos de validação: com uma amostra de estudantes universitários (n = 547), com uma amostra comunitária (n = 200), e um terceiro com uma amostra de pacientes depressivos (n = 31). São apresentados dados relativos à precisão, estrutura factorial e à validade do teste. A versão portuguesa apresenta uma boa consistência interna, uma estrutura factorial muito semelhante à obtida por Beck et al. (1996) com a versão original, é capaz de diferenciar significativamente a amostra clínica da amostra de estudantes e apresenta uma adequada validade convergente, correlacionando-se significativamente com a CES-D. A análise factorial confirmatória suporta a existência de dois factores, cognitivo-afectivo e somático.
Autores principais:Campos, Rui C.
Outros Autores:Gonçlaves, Bruno
Assunto:Inventário de Depressão de Beck-II versão portuguesa dados psicométricos, adaptação validade
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:O Inventário de Depressão de Beck II (Beck Steer & Brown., 1996) é um dos instrumentos de auto-relato mais populares e mais utilizados para avaliar a intensidade da sintomatologia depressiva em adolescentes e adultos. Existem diversas adaptações da prova para diferentes países. Os autores do presente trabalho desenvolveram uma versão portuguesa do inventário. Após o processo de tradução dos itens, que contou com a avaliação de três especialistas, para além dos dois autores, e de uma retroversão, e de um pré-teste, realizaram-se três estudos de validação: com uma amostra de estudantes universitários (n = 547), com uma amostra comunitária (n = 200), e um terceiro com uma amostra de pacientes depressivos (n = 31). São apresentados dados relativos à precisão, estrutura factorial e à validade do teste. A versão portuguesa apresenta uma boa consistência interna, uma estrutura factorial muito semelhante à obtida por Beck et al. (1996) com a versão original, é capaz de diferenciar significativamente a amostra clínica da amostra de estudantes e apresenta uma adequada validade convergente, correlacionando-se significativamente com a CES-D. A análise factorial confirmatória suporta a existência de dois factores, cognitivo-afectivo e somático.