Publicação
“Linguística e gramatologia” em Jacques Derrida
| Resumo: | “Linguística e gramatologia” é um dos capítulos da primeira parte da obra De la grammatologie (1967), de Jacques Derrida (1930-2004). Ao nível dos estudos linguísticos, é também um dos capítulos mais interessantes de um autor que, sem ser linguista no sentido estrito, aí discute nomes de referência da linguística estrutural europeia e americana do século XX (Saussure, Trubetzkoy, Bloomfield, Jakobson, Hjelmslev, Martinet, Barthes, Halle), olhando ainda mais para trás (Franz Bopp, Thomas d’Erfurt). Tendo em conta este elenco de figuras-chave da linguística moderna, propõe-se para este trabalho uma reflexão em torno de três tópicos principais, que interessam para a história das ideias linguísticas. Em primeiro lugar, aprofundar as implicações linguísticas da referida discussão derridiana pós-estruturalista, através de um paradigma teórico de que fazem parte conceitos originais como os de différance, escritura/arquiescritura, brisure, desconstrução da análise textual/discursiva. Por outro lado, verificar que tais conceitos, se não provocaram ruturas epistemológicas na linguística moderna, abalaram, pelo menos, algumas bases teóricas e noções adquiridas da ciência da linguagem, nomeadamente as ligadas ao signo linguístico e à primazia da fala sobre a escrita. Por fim, interessará também analisar as relações entre “linguística” e “gramatologia” estabelecidas pelo autor, além da conceção de gramatologia no quadro pré- e pós-derridiano. |
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| Autores principais: | Fonseca, Maria |
| Assunto: | Jacques Derrida linguística gramatologia |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | palestra |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Évora |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Universidade de Évora |
| Resumo: | “Linguística e gramatologia” é um dos capítulos da primeira parte da obra De la grammatologie (1967), de Jacques Derrida (1930-2004). Ao nível dos estudos linguísticos, é também um dos capítulos mais interessantes de um autor que, sem ser linguista no sentido estrito, aí discute nomes de referência da linguística estrutural europeia e americana do século XX (Saussure, Trubetzkoy, Bloomfield, Jakobson, Hjelmslev, Martinet, Barthes, Halle), olhando ainda mais para trás (Franz Bopp, Thomas d’Erfurt). Tendo em conta este elenco de figuras-chave da linguística moderna, propõe-se para este trabalho uma reflexão em torno de três tópicos principais, que interessam para a história das ideias linguísticas. Em primeiro lugar, aprofundar as implicações linguísticas da referida discussão derridiana pós-estruturalista, através de um paradigma teórico de que fazem parte conceitos originais como os de différance, escritura/arquiescritura, brisure, desconstrução da análise textual/discursiva. Por outro lado, verificar que tais conceitos, se não provocaram ruturas epistemológicas na linguística moderna, abalaram, pelo menos, algumas bases teóricas e noções adquiridas da ciência da linguagem, nomeadamente as ligadas ao signo linguístico e à primazia da fala sobre a escrita. Por fim, interessará também analisar as relações entre “linguística” e “gramatologia” estabelecidas pelo autor, além da conceção de gramatologia no quadro pré- e pós-derridiano. |
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