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As Representações Sociais da Medicalização nos Estudantes de Enfermagem

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A medicalização descreve o processo pelo qual os problemas sociais vão sendo progressivamente definidos, tratados, transformados e reclassificados como problemas médicos ― nomeadamente, em termos de doenças ou desordens/distúrbios (Conrad, 2007). Quotidianamente, incorporamos a terminologia médica no modo como experimentamos a vida e como traduzimos os nossos próprios sentimentos, motivações e desejos. Trata-se da produção de realidades que, por meio de práticas e discursos, engendram novas maneiras de os indivíduos entenderem, controlarem e experimentarem os seus corpos e sentimentos (Dantas, 2009). Ao estudar a medicalização do quotidiano, a preocupação reside em analisar os processos pelos quais a medicalização se acentua, alastra e penetra em todas as áreas da vida dos indivíduos. Objetivo: Identificar as RS da medicalização de um grupo de estudantes de enfermagem.
Descrição dos Procedimentos: estudo exploratório, realizado a 75 estudantes de enfermagem. A recolha dos dados foi feita no espaço temporal de um mês, utilizando questionário, com questões sócio-demográficas e um estímulo indutor. Foi utilizada a técnica da associação livre de palavras. Os dados forneceram a estrutura das representações sociais e a força da relação entre elementos. Resultados: Os participantes no estudo eram predominantemente do sexo feminino, com idade média de 28 anos e um desvio padrão de 9,8 anos. Foram evocadas pelos estudantes 223 palavras, sendo 26 diferentes. As representações sociais de medicalização para os estudantes de enfermagem têm a seguinte estrutura: no núcleo central, onde se podem encontrar os elementos mais consensuais. Assim encontramos: dependência, doença, dor, indefinição, medicamentos, saúde e sociedade. Na segunda periferia encontramos os seguintes elementos: ansiedade, bula, farmácia, generalização, isolamento, médico, medo, preconceito e sofrimento. Conclusão: Os resultados revelam que as estruturas das representações sociais de medicalização encontram-se ancoradas em termos médicos, generalizados socialmente e integrados nos esquemas de pensamento dos alunos. Nelas estão presentes os tradicionais protagonistas da medicalização: a medicina, a indústria farmacêutica e os próprios indivíduos.
Autores principais:Mendes, Felismina
Outros Autores:Marques, Maria do Céu
Assunto:Representações Sociais; medicalização; problemas médicos; problemas sociais Medicalização Problemas médicos Problemas sociais
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:palestra
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:A medicalização descreve o processo pelo qual os problemas sociais vão sendo progressivamente definidos, tratados, transformados e reclassificados como problemas médicos ― nomeadamente, em termos de doenças ou desordens/distúrbios (Conrad, 2007). Quotidianamente, incorporamos a terminologia médica no modo como experimentamos a vida e como traduzimos os nossos próprios sentimentos, motivações e desejos. Trata-se da produção de realidades que, por meio de práticas e discursos, engendram novas maneiras de os indivíduos entenderem, controlarem e experimentarem os seus corpos e sentimentos (Dantas, 2009). Ao estudar a medicalização do quotidiano, a preocupação reside em analisar os processos pelos quais a medicalização se acentua, alastra e penetra em todas as áreas da vida dos indivíduos. Objetivo: Identificar as RS da medicalização de um grupo de estudantes de enfermagem.
Descrição dos Procedimentos: estudo exploratório, realizado a 75 estudantes de enfermagem. A recolha dos dados foi feita no espaço temporal de um mês, utilizando questionário, com questões sócio-demográficas e um estímulo indutor. Foi utilizada a técnica da associação livre de palavras. Os dados forneceram a estrutura das representações sociais e a força da relação entre elementos. Resultados: Os participantes no estudo eram predominantemente do sexo feminino, com idade média de 28 anos e um desvio padrão de 9,8 anos. Foram evocadas pelos estudantes 223 palavras, sendo 26 diferentes. As representações sociais de medicalização para os estudantes de enfermagem têm a seguinte estrutura: no núcleo central, onde se podem encontrar os elementos mais consensuais. Assim encontramos: dependência, doença, dor, indefinição, medicamentos, saúde e sociedade. Na segunda periferia encontramos os seguintes elementos: ansiedade, bula, farmácia, generalização, isolamento, médico, medo, preconceito e sofrimento. Conclusão: Os resultados revelam que as estruturas das representações sociais de medicalização encontram-se ancoradas em termos médicos, generalizados socialmente e integrados nos esquemas de pensamento dos alunos. Nelas estão presentes os tradicionais protagonistas da medicalização: a medicina, a indústria farmacêutica e os próprios indivíduos.