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O papel do movimento associativo de antigos combatentes no volver do 25 de abril de 1974

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O envolvimento de Portugal nas guerras do século XX, ficou marcado pela sua participação na I Guerra Mundial (1914-1918), pelo impacto significativo ao nível económico, político e principalmente, dadas as consequências sociais para os jovens que nela participaram. O movimento associativo que daí derivou manifestou-se praticamente em todos os países beligerantes, com destaque para os casos dos EUA - American Legion (1919) e da França - Fédération Interalliée des Anciens Combattants (FIDAC) (1920). Portugal seguiria de perto estas tendências, com a fundação em 1921 da Liga dos Combatentes da Grande Guerra. Mais tarde, com o fim da Guerra de África e no contexto de democratização pós-25 de abril, as associações ganham crescente protagonismo enquanto sujeitos de ação pelo reconhecimento dos direitos dos combatentes, com notável importância na definição das políticas públicas dirigidas aos combatentes e aos deficientes militares. A presente proposta de trabalho tem como objetivo refletir, numa perspetiva sociológica, sobre a génese e o papel do movimento associativo dos antigos combatentes no pós-Guerra de África em Portugal e o seu impacto na qualidade de vida destes militares, assim como das suas famílias. Para a realização desta pesquisa, adotámos uma metodologia qualitativa, suportada numa pesquisa bibliográfica e documental. Foi mobilizada a recolha e análise documental, de artigos de imprensa e de documentos produzidos pelo Ministério da Defesa Nacional e Associações de Antigos Combatentes. Os principais resultados mostram os contributos do associativismo dos antigos combatentes, na defesa dos seus direitos e dos seus familiares, mostrando-se evidente o papel deste movimento e das suas reivindicações no âmbito das políticas públicas. Apesar da evolução nas medidas de apoio e da ação dos vários atores, os desafios à consolidação das políticas para os antigos combatentes e seus familiares ainda persistem, requerendo diagnósticos atualizados, que permitam agilizar os procedimentos e adaptar os serviços às necessidades, particularmente dos que se encontram mais vulneráveis, em consequência do envelhecimento ou de outras dificuldades.
Autores principais:Silva, Sara
Outros Autores:Baltazar, Maria da Saudade; Romão, Ana
Assunto:Movimento Associativo Antigos Combatentes Pós Guerra de África Democratização Portugal
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade de Évora
Descrição
Resumo:O envolvimento de Portugal nas guerras do século XX, ficou marcado pela sua participação na I Guerra Mundial (1914-1918), pelo impacto significativo ao nível económico, político e principalmente, dadas as consequências sociais para os jovens que nela participaram. O movimento associativo que daí derivou manifestou-se praticamente em todos os países beligerantes, com destaque para os casos dos EUA - American Legion (1919) e da França - Fédération Interalliée des Anciens Combattants (FIDAC) (1920). Portugal seguiria de perto estas tendências, com a fundação em 1921 da Liga dos Combatentes da Grande Guerra. Mais tarde, com o fim da Guerra de África e no contexto de democratização pós-25 de abril, as associações ganham crescente protagonismo enquanto sujeitos de ação pelo reconhecimento dos direitos dos combatentes, com notável importância na definição das políticas públicas dirigidas aos combatentes e aos deficientes militares. A presente proposta de trabalho tem como objetivo refletir, numa perspetiva sociológica, sobre a génese e o papel do movimento associativo dos antigos combatentes no pós-Guerra de África em Portugal e o seu impacto na qualidade de vida destes militares, assim como das suas famílias. Para a realização desta pesquisa, adotámos uma metodologia qualitativa, suportada numa pesquisa bibliográfica e documental. Foi mobilizada a recolha e análise documental, de artigos de imprensa e de documentos produzidos pelo Ministério da Defesa Nacional e Associações de Antigos Combatentes. Os principais resultados mostram os contributos do associativismo dos antigos combatentes, na defesa dos seus direitos e dos seus familiares, mostrando-se evidente o papel deste movimento e das suas reivindicações no âmbito das políticas públicas. Apesar da evolução nas medidas de apoio e da ação dos vários atores, os desafios à consolidação das políticas para os antigos combatentes e seus familiares ainda persistem, requerendo diagnósticos atualizados, que permitam agilizar os procedimentos e adaptar os serviços às necessidades, particularmente dos que se encontram mais vulneráveis, em consequência do envelhecimento ou de outras dificuldades.