Publicação
Virus Like Particles (VLP’s)
| Resumo: | A pesquisa para técnicas de vacinação eficazes encontram-se na génese da medicina moderna, assim como a conhecemos, que pode ser verificado por marcadores como a redução acentuada de indicadores como a mortalidade infantil ou o aumento da esperança média de vida. Assim, a missão de encontrar soluções que consigam superar as dificuldades que encontramos na produção “tradicional” de vacinas estão sempre comtempladas na lista de estudos a realizar, numa tentativa de assegurar uma amplitude crescentemente de resposta aos agentes patogénicos emergentes e também recorrentes. Apesar da pesquisa ter já mais que 30 anos, as virus-like particles (VLP’s) são um campo com muitas potencialidades a explorar. Ao longo da sua história, já se conseguiu vacinar uma parte da população, agindo como resposta para doenças como a Hepatite B, Influenza e Vírus do Papiloma Humano. As suas principais vantagens prendem-se essencialmente com a facilidade de produção, rapidez e eficácia no aumento de escala de produção (do laboratório para a industria), e alta capacidade de síntese. Os principais sistemas de produção podem ocorrer tanto em células eucarióticas como em procarióticas, o que geralmente é determinado de acordo com as características da VLP a sintetizar, assim como a sua finalidade terapêutica. Através do sistema replicativo do vírus nativo da VLP, pode-se adquirir um tipo de especificidade celular, que prova ser vantajoso. Para além disso, também se consegue estimular o sistema imune do organismo, proporcionando uma defesa eficaz do mesmo. As novas vacinas são compostas de partículas semelhantes a vírus (ou VLP, na sigla em inglês). Estas partículas mimetizam a ação dos vírus nativos no sistema imunológico. No entanto, não conseguem causar infeção, pois não contêm o material genético do vírus necessário para a sua replicação. Historicamente, as vacinas provaram ser uma via eficiente e menos dispendiosa de prevenção de doenças causadas por microrganismos. A longo prazo, o principal objetivo de uma vacina é o de erradicar o agente patogénico, criando um cenário ideal no qual o uso da inoculação se torna desnecessário. Portanto, as vacinas de VLP’s são uma emergente promessa de novas e mais seguras vacinas. |
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| Autores principais: | Bravo-Martins, Ana Isabel T.C. |
| Assunto: | Vacinas VLP’s Partículas Vírus VLP’s vaccines Particles Virus |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Fernando Pessoa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa |
| Resumo: | A pesquisa para técnicas de vacinação eficazes encontram-se na génese da medicina moderna, assim como a conhecemos, que pode ser verificado por marcadores como a redução acentuada de indicadores como a mortalidade infantil ou o aumento da esperança média de vida. Assim, a missão de encontrar soluções que consigam superar as dificuldades que encontramos na produção “tradicional” de vacinas estão sempre comtempladas na lista de estudos a realizar, numa tentativa de assegurar uma amplitude crescentemente de resposta aos agentes patogénicos emergentes e também recorrentes. Apesar da pesquisa ter já mais que 30 anos, as virus-like particles (VLP’s) são um campo com muitas potencialidades a explorar. Ao longo da sua história, já se conseguiu vacinar uma parte da população, agindo como resposta para doenças como a Hepatite B, Influenza e Vírus do Papiloma Humano. As suas principais vantagens prendem-se essencialmente com a facilidade de produção, rapidez e eficácia no aumento de escala de produção (do laboratório para a industria), e alta capacidade de síntese. Os principais sistemas de produção podem ocorrer tanto em células eucarióticas como em procarióticas, o que geralmente é determinado de acordo com as características da VLP a sintetizar, assim como a sua finalidade terapêutica. Através do sistema replicativo do vírus nativo da VLP, pode-se adquirir um tipo de especificidade celular, que prova ser vantajoso. Para além disso, também se consegue estimular o sistema imune do organismo, proporcionando uma defesa eficaz do mesmo. As novas vacinas são compostas de partículas semelhantes a vírus (ou VLP, na sigla em inglês). Estas partículas mimetizam a ação dos vírus nativos no sistema imunológico. No entanto, não conseguem causar infeção, pois não contêm o material genético do vírus necessário para a sua replicação. Historicamente, as vacinas provaram ser uma via eficiente e menos dispendiosa de prevenção de doenças causadas por microrganismos. A longo prazo, o principal objetivo de uma vacina é o de erradicar o agente patogénico, criando um cenário ideal no qual o uso da inoculação se torna desnecessário. Portanto, as vacinas de VLP’s são uma emergente promessa de novas e mais seguras vacinas. |
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