Publicação
Intervenção precoce na infância. PIIP que rumo?
| Resumo: | O objetivo deste estudo de investigação foi tomar conhecimento da forma como estão a ser implementados os Planos Individuais de Intervenção Precoce - PIIP, no quadro da atual legislação e organização do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI). Sendo o PIIP um documento que resulta da interação, colaboração e parceria de famílias e profissionais, torna-se pertinente compreender o seu enquadramento como forma de registo das práticas centradas na família. Assim, definimos objetivos de investigação que permitissem compreender a utilização e a estrutura do PIIP e perceber se este está direcionado para as famílias, para os técnicos, ou para ambos. A partir destes objetivos, desenvolvemos um estudo que se enquadra num paradigma de natureza qualitativa no campo da educação, no qual o investigador realizou a análise de conteúdo de um documento específico – Plano Individual de Intervenção Precoce. A primeira conclusão que obtemos deste estudo é que todas as informações sobre as crianças, famílias, comunidade e os serviços devem constar nos PIIP’s registadas de forma pormenorizada. Assim, pensamos que todos os PIIP’s devem estar organizados e estruturados de forma clara para todos. Também achamos que a própria estrutura do documento nos remete para práticas pedagógicas centradas na criança e não na família, como é recomendado na filosofia atual. A segunda conclusão, foi verificar que a intervenção precoce ainda está muito centrada na criança e não na família. A terceira conclusão, é que no PIIP o elemento mais representado é a Educadora de Infância da ELI. O que nos leva a pensar que o documento em si está mais direcionado para os técnicos da Educação. A análise dos cinco PIIP’s não nos permitiu concluir se as famílias têm participação na elaboração do documento, nem se o consultam e compreendem a sua utilidade nas práticas centradas na família. Estes factos enfatizam a necessidade de todos os profissionais da intervenção precoce na infância fazerem uma avaliação cuidada aos documentos que recentemente foram criados pelo SNIPI, com o objetivo de ajustar ou reformular os mesmos, para que todos os elementos envolvidos, possam registar da melhor forma as práticas da IPI. |
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| Autores principais: | Saraiva, Isabel Margarida da Silva Vieira Neto |
| Assunto: | Intervenção precoce na infância PIIP Técnicos Família Precocious intervention in infancy PIIP Technician Family |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Fernando Pessoa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa |
| Resumo: | O objetivo deste estudo de investigação foi tomar conhecimento da forma como estão a ser implementados os Planos Individuais de Intervenção Precoce - PIIP, no quadro da atual legislação e organização do Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI). Sendo o PIIP um documento que resulta da interação, colaboração e parceria de famílias e profissionais, torna-se pertinente compreender o seu enquadramento como forma de registo das práticas centradas na família. Assim, definimos objetivos de investigação que permitissem compreender a utilização e a estrutura do PIIP e perceber se este está direcionado para as famílias, para os técnicos, ou para ambos. A partir destes objetivos, desenvolvemos um estudo que se enquadra num paradigma de natureza qualitativa no campo da educação, no qual o investigador realizou a análise de conteúdo de um documento específico – Plano Individual de Intervenção Precoce. A primeira conclusão que obtemos deste estudo é que todas as informações sobre as crianças, famílias, comunidade e os serviços devem constar nos PIIP’s registadas de forma pormenorizada. Assim, pensamos que todos os PIIP’s devem estar organizados e estruturados de forma clara para todos. Também achamos que a própria estrutura do documento nos remete para práticas pedagógicas centradas na criança e não na família, como é recomendado na filosofia atual. A segunda conclusão, foi verificar que a intervenção precoce ainda está muito centrada na criança e não na família. A terceira conclusão, é que no PIIP o elemento mais representado é a Educadora de Infância da ELI. O que nos leva a pensar que o documento em si está mais direcionado para os técnicos da Educação. A análise dos cinco PIIP’s não nos permitiu concluir se as famílias têm participação na elaboração do documento, nem se o consultam e compreendem a sua utilidade nas práticas centradas na família. Estes factos enfatizam a necessidade de todos os profissionais da intervenção precoce na infância fazerem uma avaliação cuidada aos documentos que recentemente foram criados pelo SNIPI, com o objetivo de ajustar ou reformular os mesmos, para que todos os elementos envolvidos, possam registar da melhor forma as práticas da IPI. |
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