Publicação
Ler Clarice Lispector, re-escrevendo Amor
| Resumo: | Este trabalho resulta de uma reflexão acerca da possibilidade de a crítica literária se inscrever, não numa prática de organização e classificação, mas antes no discurso do seu objecto, expandindo, dessa forma, a ambiguidade do texto. Esta perspectiva é informada por uma visão feminista e estruturalista do texto, que sugerem a instabilidade textual e o inacabamento (ou abertura) das práticas discursivas como elementos constitutivos do sistema literário. Escrever para dialogar com um texto: admitir a possibilidade de ser a re-escrita criativa dos textos que lemos um dos possíveis nódulos da crítica literária. É investido desta estratégia que aqui apresento um poema que foi escrito com a intenção de ler o conto Amor, de Clarice Lispector, expandindo, em vez de limitar, a carga significativa que existe em potencial no texto da autora brasileira. O poema-leitura Amor de Clarice inscreve-se, por isso, na tradição devoradora e ‘plagiotrópica’ da poesia experimental. |
|---|---|
| Autores principais: | Torres, Rui |
| Assunto: | Literatura electrónica Intertextualidade Clarice Lispector Releitura |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Fernando Pessoa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa |
| Resumo: | Este trabalho resulta de uma reflexão acerca da possibilidade de a crítica literária se inscrever, não numa prática de organização e classificação, mas antes no discurso do seu objecto, expandindo, dessa forma, a ambiguidade do texto. Esta perspectiva é informada por uma visão feminista e estruturalista do texto, que sugerem a instabilidade textual e o inacabamento (ou abertura) das práticas discursivas como elementos constitutivos do sistema literário. Escrever para dialogar com um texto: admitir a possibilidade de ser a re-escrita criativa dos textos que lemos um dos possíveis nódulos da crítica literária. É investido desta estratégia que aqui apresento um poema que foi escrito com a intenção de ler o conto Amor, de Clarice Lispector, expandindo, em vez de limitar, a carga significativa que existe em potencial no texto da autora brasileira. O poema-leitura Amor de Clarice inscreve-se, por isso, na tradição devoradora e ‘plagiotrópica’ da poesia experimental. |
|---|