Publicação
Mecanismos de desgaste e efeitos biológicos de goteiras oclusais: uma revisão integrativa
| Resumo: | Esta revisão integrativa analisa o desgaste e os efeitos biológicos associados ao uso de goteiras oclusais, com ênfase na sua utilização clínica em distúrbios temporomandibulares e bruxismo. Estas goteiras, geralmente utilizadas como dispositivos de proteção, relaxamento e estabilização oclusal, são fabricadas principalmente com polimetilmetacrilato, dada a sua disponibilidade, estabilidade dimensional e propriedades físicas favoráveis. São prescritas com o objetivo de promover o alívio de sintomas articulares e musculares, proteger os dentes de desgastes patológicos e estabilizar a oclusão em pacientes com hábitos parafuncionais. O desgaste funcional das goteiras ocorre naturalmente ao longo do tempo, influenciado pela intensidade das forças mastigatórias, frequência de uso e características individuais de cada paciente. A perda de volume e a alteração da superfície oclusal afetam diretamente a sua função clínica, podendo provocar desequilíbrios na oclusão, redução da eficácia terapêutica e necessidade de substituição precoce do dispositivo. Os efeitos biológicos decorrentes do uso prolongado das goteiras estão relacionados com a interação contínua entre o dispositivo e os tecidos orais. A libertação de monómeros residuais pode induzir alterações celulares, incluindo diminuição da viabilidade celular, aumento da apoptose e geração de espécies reativas de oxigénio. Estes efeitos contribuem para o estabelecimento de um ambiente inflamatório e de stress oxidativo, com possível impacto nos tecidos gengivais e mucosos. A resposta imune associada ao uso contínuo de goteiras pode manifestar-se de forma variável, dependendo de fatores como o tempo de exposição e características individuais dos tecidos orais . Observam-se alterações celulares compatíveis com mecanismos inflamatórios, sendo possível a ativação de vias imunológicas locais. Essas respostas podem ocorrer de forma subclínica ou com manifestações visíveis nos tecidos adjacentes, refletindo a complexidade da interação entre o material e o ambiente oral. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Tomás Ferreira de Campos Valente |
| Assunto: | Goteira oclusal Biocompatibilidade Toxicidade Desgaste PMMA Oral splints Biocompatibility Toxicity Wear |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade Fernando Pessoa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa |
| Resumo: | Esta revisão integrativa analisa o desgaste e os efeitos biológicos associados ao uso de goteiras oclusais, com ênfase na sua utilização clínica em distúrbios temporomandibulares e bruxismo. Estas goteiras, geralmente utilizadas como dispositivos de proteção, relaxamento e estabilização oclusal, são fabricadas principalmente com polimetilmetacrilato, dada a sua disponibilidade, estabilidade dimensional e propriedades físicas favoráveis. São prescritas com o objetivo de promover o alívio de sintomas articulares e musculares, proteger os dentes de desgastes patológicos e estabilizar a oclusão em pacientes com hábitos parafuncionais. O desgaste funcional das goteiras ocorre naturalmente ao longo do tempo, influenciado pela intensidade das forças mastigatórias, frequência de uso e características individuais de cada paciente. A perda de volume e a alteração da superfície oclusal afetam diretamente a sua função clínica, podendo provocar desequilíbrios na oclusão, redução da eficácia terapêutica e necessidade de substituição precoce do dispositivo. Os efeitos biológicos decorrentes do uso prolongado das goteiras estão relacionados com a interação contínua entre o dispositivo e os tecidos orais. A libertação de monómeros residuais pode induzir alterações celulares, incluindo diminuição da viabilidade celular, aumento da apoptose e geração de espécies reativas de oxigénio. Estes efeitos contribuem para o estabelecimento de um ambiente inflamatório e de stress oxidativo, com possível impacto nos tecidos gengivais e mucosos. A resposta imune associada ao uso contínuo de goteiras pode manifestar-se de forma variável, dependendo de fatores como o tempo de exposição e características individuais dos tecidos orais . Observam-se alterações celulares compatíveis com mecanismos inflamatórios, sendo possível a ativação de vias imunológicas locais. Essas respostas podem ocorrer de forma subclínica ou com manifestações visíveis nos tecidos adjacentes, refletindo a complexidade da interação entre o material e o ambiente oral. |
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