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Entre política e investigação: a construção do Chega e o olhar de Miguel Carvalho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste projeto de Graduação, com base na obra de pesquisa Por Dentro do Chega, escrita por Miguel Carvalho (2025), que se fundamenta em milhares de documentos inéditos e entrevistas exclusivas com fundadores, dirigentes, ex-dirigentes, militantes e ex-militantes do partido, assim como com antigos integrantes da sua estrutura, são analisadas as dinâmicas internas do partido Chega, incluindo laços com nostalgias salazaristas, financiamento opaco, contradições programáticas e táticas de polarização e manipulação da mídia. O trabalho evidencia ainda a forma como o Chega capitaliza o descontentamento social e a desconfiança nas instituições, contribuindo para a fragmentação do sistema partidário e para o agravamento da polarização política em Portugal. Particular destaque é dado à crescente influência do partido junto dos jovens, através do uso intensivo de plataformas digitais como o TikTok, com protagonismo de figuras como Rita Matias e a inspiração em modelos internacionais de populismo de direita radical, como Javier Milei. Conclui-se, assim, que o Chega constitui um caso paradigmático do populismo de direita radical contemporâneo em Portugal, cujas origens, estratégias comunicacionais e impactos colocam desafios significativos à qualidade da democracia, tornando necessárias respostas estruturais ao mal-estar social, à precariedade e à disseminação da desinformação no espaço digital.
Autores principais:Silva, Bárbara Gomes da
Assunto:Chega Populismo André Ventura Extrema-direita Redes sociais Polarização política Populism Far-right Social media Political polarization
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Fernando Pessoa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa
Descrição
Resumo:Neste projeto de Graduação, com base na obra de pesquisa Por Dentro do Chega, escrita por Miguel Carvalho (2025), que se fundamenta em milhares de documentos inéditos e entrevistas exclusivas com fundadores, dirigentes, ex-dirigentes, militantes e ex-militantes do partido, assim como com antigos integrantes da sua estrutura, são analisadas as dinâmicas internas do partido Chega, incluindo laços com nostalgias salazaristas, financiamento opaco, contradições programáticas e táticas de polarização e manipulação da mídia. O trabalho evidencia ainda a forma como o Chega capitaliza o descontentamento social e a desconfiança nas instituições, contribuindo para a fragmentação do sistema partidário e para o agravamento da polarização política em Portugal. Particular destaque é dado à crescente influência do partido junto dos jovens, através do uso intensivo de plataformas digitais como o TikTok, com protagonismo de figuras como Rita Matias e a inspiração em modelos internacionais de populismo de direita radical, como Javier Milei. Conclui-se, assim, que o Chega constitui um caso paradigmático do populismo de direita radical contemporâneo em Portugal, cujas origens, estratégias comunicacionais e impactos colocam desafios significativos à qualidade da democracia, tornando necessárias respostas estruturais ao mal-estar social, à precariedade e à disseminação da desinformação no espaço digital.