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Emoções e perturbação emocional: reconhecimento de expressões faciais

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Resumo:É demais reconhecido o interesse e a pertinência do estudo das emoções, atendendo ao papel que assumem na vida do ser humano, enquanto ser biológico e social. As emoções desempenham uma função social e comunicativa, interferindo na definição de relações interpessoais e redes sociais, assim como uma função intrapessoal, psicológica e biológica que garante a sobrevivência da espécie. O rosto humano, por sua vez, desempenha um papel fundamental na comunicação de emoções, afigurando-se o reconhecimento de expressões faciais como um meio imediato de obter informação relativa às emoções do outro. O presente estudo tem como objetivo estudar diferenças no reconhecimento de emoções básicas em expressões faciais consoante a presença ou ausência de perturbação emocional, assim como consoante o sexo e a idade. Neste participaram 85 indivíduos, residentes no Arquipélago dos Açores, com idades compreendidas entre os 18 e os 57 anos. Os dados foram recolhidos através de um breve Questionário de Caracterização Sociodemográfica, da versão papel da Plataforma Informática i-Emotions (i-E) e da versão portuguesa do Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI). Os resultados evidenciaram a não existência de diferenças significativas ao nível do reconhecimento geral das expressões faciais das emoções básicas. No entanto, foram encontradas diferenças significativas relativas ao reconhecimento de expressões faciais de emoções básicas específicas, tendo sido evidenciado um melhor desempenho no reconhecimento da expressão facial da emoção aversão/nojo por parte dos participantes sem perturbação emocional, comparativamente com os com perturbação emocional, no da emoção medo por parte dos indivíduos do sexo feminino, comparativamente com os do sexo masculino, e no das emoções medo e tristeza, por parte do grupo com idades superiores a 30 anos em comparação com o grupo com idades entre os 18 e os 30 anos.
Autores principais:Arruda, Beatriz Bettencourt
Assunto:Emoções Emoções básicas Reconhecimento de expressões faciais Perturbação emocional Emotions Basic emotions Facial expressions recognition Emotional distress
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Fernando Pessoa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa
Descrição
Resumo:É demais reconhecido o interesse e a pertinência do estudo das emoções, atendendo ao papel que assumem na vida do ser humano, enquanto ser biológico e social. As emoções desempenham uma função social e comunicativa, interferindo na definição de relações interpessoais e redes sociais, assim como uma função intrapessoal, psicológica e biológica que garante a sobrevivência da espécie. O rosto humano, por sua vez, desempenha um papel fundamental na comunicação de emoções, afigurando-se o reconhecimento de expressões faciais como um meio imediato de obter informação relativa às emoções do outro. O presente estudo tem como objetivo estudar diferenças no reconhecimento de emoções básicas em expressões faciais consoante a presença ou ausência de perturbação emocional, assim como consoante o sexo e a idade. Neste participaram 85 indivíduos, residentes no Arquipélago dos Açores, com idades compreendidas entre os 18 e os 57 anos. Os dados foram recolhidos através de um breve Questionário de Caracterização Sociodemográfica, da versão papel da Plataforma Informática i-Emotions (i-E) e da versão portuguesa do Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI). Os resultados evidenciaram a não existência de diferenças significativas ao nível do reconhecimento geral das expressões faciais das emoções básicas. No entanto, foram encontradas diferenças significativas relativas ao reconhecimento de expressões faciais de emoções básicas específicas, tendo sido evidenciado um melhor desempenho no reconhecimento da expressão facial da emoção aversão/nojo por parte dos participantes sem perturbação emocional, comparativamente com os com perturbação emocional, no da emoção medo por parte dos indivíduos do sexo feminino, comparativamente com os do sexo masculino, e no das emoções medo e tristeza, por parte do grupo com idades superiores a 30 anos em comparação com o grupo com idades entre os 18 e os 30 anos.