Publicação
Medicina oral e inteligência artificial versus ética
| Resumo: | O que é a ética? Através da filosofia e de alguns dos seus conceitos, propomo-nos retomar algumas das suas considerações que nos conduzem às portas da ética. Procuramos definir o caminho do pensamento que conduz a esta porta. Obviamente, o homem está no centro do debate e, em particular, a sua dignidade. A dignidade humana é definida através do estatuto particular que o homem ocupa em relação aos outros seres vivos, e é o garante de uma prática médica moderna. Quanto à inteligência artificial, a sua regulamentação e o seu objetivo (a substituição do homem pela máquina) é uma ciência nova que progride muito rapidamente. Ela induz, assim, a uma preocupação e, portanto, a uma reflexão, a fim de não ser apenas em benefício da tecnologia. A inteligência artificial permite, sem controlo, o verdadeiro conforto do paciente, os melhores cuidados? É pela filosofia e a montante da ética, e depois pela própria ética, que podem ser refletidos os conceitos que preservam o lugar do homem, da sua dignidade e, por consequência, do ato médico. Seguir o caminho filosófico, bifurcar pelos estatutos do ser vivo e depois pela ética, permite conservar no espírito os próprios fundamentos da medicina. A elevada consideração que o sector médico deve possuir pela dignidade humana, pelo bem-estar do paciente, não é negociável e, no entanto, a inteligência artificial poderia pô-la em risco. |
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| Autores principais: | Choquet, Raynald Xavier |
| Assunto: | Medicina oral Inteligência artificial Dignidade humana Ética Filosofia Oral medicine Artificial intelligence Human dignity Ethics Philosophy |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Fernando Pessoa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa |
| Resumo: | O que é a ética? Através da filosofia e de alguns dos seus conceitos, propomo-nos retomar algumas das suas considerações que nos conduzem às portas da ética. Procuramos definir o caminho do pensamento que conduz a esta porta. Obviamente, o homem está no centro do debate e, em particular, a sua dignidade. A dignidade humana é definida através do estatuto particular que o homem ocupa em relação aos outros seres vivos, e é o garante de uma prática médica moderna. Quanto à inteligência artificial, a sua regulamentação e o seu objetivo (a substituição do homem pela máquina) é uma ciência nova que progride muito rapidamente. Ela induz, assim, a uma preocupação e, portanto, a uma reflexão, a fim de não ser apenas em benefício da tecnologia. A inteligência artificial permite, sem controlo, o verdadeiro conforto do paciente, os melhores cuidados? É pela filosofia e a montante da ética, e depois pela própria ética, que podem ser refletidos os conceitos que preservam o lugar do homem, da sua dignidade e, por consequência, do ato médico. Seguir o caminho filosófico, bifurcar pelos estatutos do ser vivo e depois pela ética, permite conservar no espírito os próprios fundamentos da medicina. A elevada consideração que o sector médico deve possuir pela dignidade humana, pelo bem-estar do paciente, não é negociável e, no entanto, a inteligência artificial poderia pô-la em risco. |
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