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Masculinidade hegemónica e luto

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A masculinidade hegemónica está associada ao ideal do que o homem deve ser e está associada ao homem branco, heterossexual, de classe média/alta, corajoso, ativo, re-sistente, forte, com poder sobre os outros, e essencialmente, invulnerável. De uma forma geral, resume-se à ideia de macho alfa. O luto é um processo emocional que tem início com a perda/morte de alguém significativo e desenrola-se em diferentes fases. O presente estudo, qualitativo e com cariz fenomenológico, descreve as experiências de ho-mens que perderam um/a filho/a, contextualizando a emergência, desenvolvimento e ava-liação das experiências de ajustamento psicossocial face a esse acontecimento. Foram realizadas entrevistas online, semi-estruturadas, a 10 homens com idades compreendidas entre os 28 e os 86 anos, que perderam os filhos há pelo menos 3 anos. Através da análise temática, os discursos dos participantes foram organizados em seis temas: i) o momento da descoberta; ii) lidar com a perda; iii) as principais mudanças depois da perda; iv) as memórias que restam; v) a revolta; e vi) o que dizer a um pai que acabou de perder um filho. Os resultados apurados sugerem que a perda de um filho é um acontecimento marcante que muda para sempre a vida de um pai. Os discursos apurados reforçam a tese de que a expressão de sentimentos e emoções relacionados com este evento, como a vul-nerabilidade e a tristeza, é influenciada pela incorporação do ideal de masculinidade he-gemónica, que dificulta aos homens a sua livre expressão.
Autores principais:Fontes, Jéssica Daniela Silva
Assunto:Masculinidade hegemónica Luto Paternidade Expressão emocional Hegemonic masculinity Mourning Paternity Emotional expression
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Fernando Pessoa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa
Descrição
Resumo:A masculinidade hegemónica está associada ao ideal do que o homem deve ser e está associada ao homem branco, heterossexual, de classe média/alta, corajoso, ativo, re-sistente, forte, com poder sobre os outros, e essencialmente, invulnerável. De uma forma geral, resume-se à ideia de macho alfa. O luto é um processo emocional que tem início com a perda/morte de alguém significativo e desenrola-se em diferentes fases. O presente estudo, qualitativo e com cariz fenomenológico, descreve as experiências de ho-mens que perderam um/a filho/a, contextualizando a emergência, desenvolvimento e ava-liação das experiências de ajustamento psicossocial face a esse acontecimento. Foram realizadas entrevistas online, semi-estruturadas, a 10 homens com idades compreendidas entre os 28 e os 86 anos, que perderam os filhos há pelo menos 3 anos. Através da análise temática, os discursos dos participantes foram organizados em seis temas: i) o momento da descoberta; ii) lidar com a perda; iii) as principais mudanças depois da perda; iv) as memórias que restam; v) a revolta; e vi) o que dizer a um pai que acabou de perder um filho. Os resultados apurados sugerem que a perda de um filho é um acontecimento marcante que muda para sempre a vida de um pai. Os discursos apurados reforçam a tese de que a expressão de sentimentos e emoções relacionados com este evento, como a vul-nerabilidade e a tristeza, é influenciada pela incorporação do ideal de masculinidade he-gemónica, que dificulta aos homens a sua livre expressão.