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Stress ocupacional e coping em cuidadores formais (ajudantes de ação direta) de idosos (in)dependentes institucionalizados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Portugal apresenta uma população cada vez mais envelhecida, com uma necessidade cada vez maior de institucionalização dos idosos. Neste contexto, os cuidadores formais, enquanto profissionais que garantem a segurança, saúde e bem-estar dos idosos devem ser alvo de atenção. Na contemporaneidade, verifica-se ser de extrema importância, ao nível laboral, o uso de estratégias de coping adaptativas que permitam a regulação do stress e que promovam a melhoria da qualidade de vida dos profissionais cuidadores de idosos institucionalizados. Método: Neste estudo Exploratório, o objetivo é averiguar a relação entre o stress e as estratégias de coping com variáveis sociodemográficas dos cuidadores formais que trabalham com idosos (in)dependentes institucionalizados e com o grau de (in)dependência do idoso. Para a concretização dos objetivos de investigação selecionou-se uma amostra por conveniência, de 97 profissionais ajudantes de acção direta de idosos (in)dependentes institucionalizados, que responderam aos seguintes instrumentos: questionário Sociodemográfico, Escala de avaliação de dependência (Índice de Barthel), Questionário de stress para profissionais de saúde (QSPS), Índice para avaliação das maneiras como o prestador de cuidados enfrenta as dificuldades (CAMI). Resultados: Os resultados evidenciam que os cuidadores da amostra sofrem de bastante stress, contribuindo para este facto as questões relacionadas com a carreira e remuneração, em concordância, as estratégias de coping mais utilizadas pelos cuidadores são Lidar com sintomas de stress. Quanto às variáveis sociodemográficas pode-se concluir que de uma forma mais ou menos significativa se relacionam com o stress mas não com o coping. Relativamente ao grau de (in)dependência do idoso, verificou-se que este se relaciona com o coping e não com o stress, o grau de dependência do idoso não aumenta os níveis de stress do cuidador mas determina as estratégias de coping adotadas por este.
Autores principais:Bogalho, Maria Manuela Dias
Assunto:Stress ocupacional Coping Ajudantes de acção direta Idosos dependentes Occupational stress Coping Direct action auxiliary Senior citizens dependents
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Fernando Pessoa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa
Descrição
Resumo:Introdução: Portugal apresenta uma população cada vez mais envelhecida, com uma necessidade cada vez maior de institucionalização dos idosos. Neste contexto, os cuidadores formais, enquanto profissionais que garantem a segurança, saúde e bem-estar dos idosos devem ser alvo de atenção. Na contemporaneidade, verifica-se ser de extrema importância, ao nível laboral, o uso de estratégias de coping adaptativas que permitam a regulação do stress e que promovam a melhoria da qualidade de vida dos profissionais cuidadores de idosos institucionalizados. Método: Neste estudo Exploratório, o objetivo é averiguar a relação entre o stress e as estratégias de coping com variáveis sociodemográficas dos cuidadores formais que trabalham com idosos (in)dependentes institucionalizados e com o grau de (in)dependência do idoso. Para a concretização dos objetivos de investigação selecionou-se uma amostra por conveniência, de 97 profissionais ajudantes de acção direta de idosos (in)dependentes institucionalizados, que responderam aos seguintes instrumentos: questionário Sociodemográfico, Escala de avaliação de dependência (Índice de Barthel), Questionário de stress para profissionais de saúde (QSPS), Índice para avaliação das maneiras como o prestador de cuidados enfrenta as dificuldades (CAMI). Resultados: Os resultados evidenciam que os cuidadores da amostra sofrem de bastante stress, contribuindo para este facto as questões relacionadas com a carreira e remuneração, em concordância, as estratégias de coping mais utilizadas pelos cuidadores são Lidar com sintomas de stress. Quanto às variáveis sociodemográficas pode-se concluir que de uma forma mais ou menos significativa se relacionam com o stress mas não com o coping. Relativamente ao grau de (in)dependência do idoso, verificou-se que este se relaciona com o coping e não com o stress, o grau de dependência do idoso não aumenta os níveis de stress do cuidador mas determina as estratégias de coping adotadas por este.