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Papel da IL-17 na presença e progressão do cancro da cabeça e pescoço: revisão sistemática

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O cancro da cabeça e pescoço (CCP) engloba um grupo diversificado de neoplasias, sendo os carcinomas de células escamosas da cavidade oral (COCE), orofaringe, nasofaringe e laringe os mais prevalentes. O CCP é o sétimo tipo de cancro mais comum na Europa e apresenta uma das piores taxas de sobrevivência, devido ao diagnóstico tardio em estádios avançados. Estudos sugerem que alterações genéticas e epigenéticas associadas a fatores de risco como o HPV podem estar envolvidas no desenvolvimento e progressão do CCP. A interleucina 17 (IL-17) e as células Th17 têm sido investigadas em diferentes tipos de cancro, incluindo o COCE, devido ao seu papel na resposta imunitária e na inflamação crónica. No entanto, a sua relação com o desenvolvimento tumoral permanece controversa. O objetivo desta revisão sistemática foi investigar o papel da IL-17 na presença e progressão do CCP. Seguindo as diretrizes Cochrane e PRISMA, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, Web of Science, B-On e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com artigos publicados até dezembro de 2023. Foram identificados 315 artigos, dos quais 24 foram selecionados para análise metodológica qualitativa através do Joanna Briggs Institute Critical Appraisal Tools (JBI). Os 24 estudos incluíram um total de 1412 participantes e foram analisados de acordo com a localização anatómica do tumor. Os resultados demonstraram que, nas diferentes localizações anatómicas estudadas, a IL-17 esteve associada ao crescimento tumoral, apesar da escassez de dados sobre a sua relação com angiogénese e metastização. A plasticidade das células Th17 e a sua capacidade de alternar entre fenótipos Th17 e Treg destacam-se como mecanismos imunossupressores no microambiente tumoral. No caso do cancro da orofaringe, esta tendência pode ser influenciada pela presença do HPV, que promove a diferenciação Th1. A compreensão dessa dinâmica pode ser essencial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas que utilizem a IL-17 como biomarcador no CCP.
Autores principais:Annicchiarico, Luca
Assunto:Interleucina 17 Cancro da cabeça e pescoço Células Th17 Interleukin 17 Head and neck cancer Th17 cells
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Fernando Pessoa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa
Descrição
Resumo:O cancro da cabeça e pescoço (CCP) engloba um grupo diversificado de neoplasias, sendo os carcinomas de células escamosas da cavidade oral (COCE), orofaringe, nasofaringe e laringe os mais prevalentes. O CCP é o sétimo tipo de cancro mais comum na Europa e apresenta uma das piores taxas de sobrevivência, devido ao diagnóstico tardio em estádios avançados. Estudos sugerem que alterações genéticas e epigenéticas associadas a fatores de risco como o HPV podem estar envolvidas no desenvolvimento e progressão do CCP. A interleucina 17 (IL-17) e as células Th17 têm sido investigadas em diferentes tipos de cancro, incluindo o COCE, devido ao seu papel na resposta imunitária e na inflamação crónica. No entanto, a sua relação com o desenvolvimento tumoral permanece controversa. O objetivo desta revisão sistemática foi investigar o papel da IL-17 na presença e progressão do CCP. Seguindo as diretrizes Cochrane e PRISMA, foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, Web of Science, B-On e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com artigos publicados até dezembro de 2023. Foram identificados 315 artigos, dos quais 24 foram selecionados para análise metodológica qualitativa através do Joanna Briggs Institute Critical Appraisal Tools (JBI). Os 24 estudos incluíram um total de 1412 participantes e foram analisados de acordo com a localização anatómica do tumor. Os resultados demonstraram que, nas diferentes localizações anatómicas estudadas, a IL-17 esteve associada ao crescimento tumoral, apesar da escassez de dados sobre a sua relação com angiogénese e metastização. A plasticidade das células Th17 e a sua capacidade de alternar entre fenótipos Th17 e Treg destacam-se como mecanismos imunossupressores no microambiente tumoral. No caso do cancro da orofaringe, esta tendência pode ser influenciada pela presença do HPV, que promove a diferenciação Th1. A compreensão dessa dinâmica pode ser essencial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas personalizadas que utilizem a IL-17 como biomarcador no CCP.