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Amamentação versus aleitamento e as repercussões oclusais: revisão integrativa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo: Nesta revisão integrativa da literatura, pretende-se realizar uma análise abrangente sobre como os diversos tipos de sucção nutritiva, tendo em conta quer a amamentação quer o aleitamento artificial com biberão, podem impactar o desenvolvimento oclusal das crianças. O objetivo é examinar e comparar os efeitos dessas práticas alimentares no desenvolvimento da oclusão dentária e as suas possíveis repercussões a longo prazo na cavidade oral. Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados eletrónicas, incluindo PubMed, Cochrane Library, B-On e ScienceDirect. Os critérios de inclusão adotados foram artigos publicados entre os anos 1994 e 2024 e estudos envolvendo crianças com idades entre os 0 e os 16 anos. Foram considerados artigos em português, inglês e francês. Resultados: A amamentação foi significativamente correlacionada com bruxismo e aumento do risco de má oclusão de Classe II e III em crianças com dentição permanente. Crianças amamentadas por mais de 6 meses apresentaram maior protrusão dos incisivos inferiores e inclinação dos incisivos superiores. Períodos prolongados de amamentação reduziram anomalias oclusais em dentição mista e permanente. No geral, não houve uma associação estatisticamente significativa entre amamentação e má oclusão. A ausência de amamentação ou amamentação de curta duração (≤6 meses) foi associada à mordida cruzada posterior e à ausência de espaço maxilar na dentição decídua, e nestas crianças observou-se um maior número de más oclusões de Classe II. Verificou-se uma associação significativa entre o uso de biberão e a ocorrência de mordida cruzada. Crianças amamentadas apresentaram menor incidência de cáries em comparação com as alimentadas exclusivamente com biberão. Conclusão: Os estudos analisados sugerem que uma prolongada duração da amamentação pode contribuir para a prevenção de más oclusões e promover um desenvolvimento oclusal mais favorável. A amamentação é amplamente recomendada como o método preferencial de alimentação infantil. Crianças alimentadas com biberão tendem a realizar menos movimentos de sucção e apresentam um maior risco de desenvolver más oclusões em comparação com aquelas que são amamentadas. É importante realçar que os resultados dos estudos revisados apresentam algumas divergências, indicando, por isso, a necessidade de futuros trabalhos para colmatar as dúvidas e questões ainda existentes.
Autores principais:Sitbon, Clara Jasmine Rachel
Assunto:Aleitamento Amamentação Oclusão Desenvolvimento oral Classe II Sucção Bottle-feeding Breastfeeding Occlusion Oral development Class II Suction
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Fernando Pessoa
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional - Universidade Fernando Pessoa
Descrição
Resumo:Objetivo: Nesta revisão integrativa da literatura, pretende-se realizar uma análise abrangente sobre como os diversos tipos de sucção nutritiva, tendo em conta quer a amamentação quer o aleitamento artificial com biberão, podem impactar o desenvolvimento oclusal das crianças. O objetivo é examinar e comparar os efeitos dessas práticas alimentares no desenvolvimento da oclusão dentária e as suas possíveis repercussões a longo prazo na cavidade oral. Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados eletrónicas, incluindo PubMed, Cochrane Library, B-On e ScienceDirect. Os critérios de inclusão adotados foram artigos publicados entre os anos 1994 e 2024 e estudos envolvendo crianças com idades entre os 0 e os 16 anos. Foram considerados artigos em português, inglês e francês. Resultados: A amamentação foi significativamente correlacionada com bruxismo e aumento do risco de má oclusão de Classe II e III em crianças com dentição permanente. Crianças amamentadas por mais de 6 meses apresentaram maior protrusão dos incisivos inferiores e inclinação dos incisivos superiores. Períodos prolongados de amamentação reduziram anomalias oclusais em dentição mista e permanente. No geral, não houve uma associação estatisticamente significativa entre amamentação e má oclusão. A ausência de amamentação ou amamentação de curta duração (≤6 meses) foi associada à mordida cruzada posterior e à ausência de espaço maxilar na dentição decídua, e nestas crianças observou-se um maior número de más oclusões de Classe II. Verificou-se uma associação significativa entre o uso de biberão e a ocorrência de mordida cruzada. Crianças amamentadas apresentaram menor incidência de cáries em comparação com as alimentadas exclusivamente com biberão. Conclusão: Os estudos analisados sugerem que uma prolongada duração da amamentação pode contribuir para a prevenção de más oclusões e promover um desenvolvimento oclusal mais favorável. A amamentação é amplamente recomendada como o método preferencial de alimentação infantil. Crianças alimentadas com biberão tendem a realizar menos movimentos de sucção e apresentam um maior risco de desenvolver más oclusões em comparação com aquelas que são amamentadas. É importante realçar que os resultados dos estudos revisados apresentam algumas divergências, indicando, por isso, a necessidade de futuros trabalhos para colmatar as dúvidas e questões ainda existentes.