Publicação
Efeito do precedente cultural numa cultura de cobertura
| Resumo: | As culturas de cobertura (CC), instaladas entre duas culturas principais (CP), contribuem para uma sustentabilidade da atividade agrícola. Elas atenuam a lixiviação dos nutrientes, nomeadamente o azoto na forma de nitrato, estimulam o microbioma do solo, protegem o solo da erosão, contribuem para o controlo de certas infestantes, podem produzir matéria forrageira para alimentação animal; são sumidouros de gases com efeitos de estufa (GEE). Em Portugal têm sido desenvolvidos diversos trabalhos na avaliação do impacto das CC na cultura principal (CP); no entanto, os trabalhos de avaliação da CP nas CC, são praticamente inexistentes, especialmente, numa situação de rotação cultural. Este trabalho teve como objetivo quantificar o impacto de 4 culturas (milho, tomate-de-indústria, “butternuts”, feijão frade) numa CC, consociação de gramíneas e leguminosas. No ano de 2023, instalou-se um campo experimental na Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS). Aos 139 dias após sementeira (DAS) foram colhidas 3 amostras em cada uma das quatro folhas da rotação e avaliado a repartição da matéria seca (MS) de três grupos de plantas (trevos, azevéns e outras plantas) da consociação. Foi ainda determinada a produção total de matéria seca em cada uma das folhas, aos 146 DAS, determinado o teor de N, P, K, Ca e Mg na MS e estimadas as restituições ao solo destes nutrientes na forma orgânica. O precedente cultural influenciou a repartição percentual de MS nos 3 grupos de plantas. Verificou-se uma repartição de 60% de MS no grupo de outras plantas na F1 (Feijão frade) e F3 (Tomate-de-indústria), enquanto os trevos representaram cerca de 54% em F2 (“butternuts”) e 52% em F3 (Milho). A produção total de MS foi ligeiramente mais elevada em F3 (5043kg/ha) logo seguida de F2 (4833kg/ha) e F1 (4755kg/ha) e por último F4 (4462kg/ha). Contudo, as diferenças não foram estatisticamente significativas (p>0,05). Estimou-se que a CC restitui, em média, na forma orgânica e considerando apenas a parte aérea, 77 a 93kg/ha de N; 11 a 13kg/ha de P; 101 a 141kg/ha de K; 20 a 28kg/ha de Ca e 11 a 13kg/ha de Mg. |
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| Autores principais: | Amaral, Artur José Guerra |
| Outros Autores: | Baldé, Mama; Reis, Tiago; Prazeres, Ângela |
| Assunto: | Resumo |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Santarém |
| Idioma: | português |
| Origem: | Revista UIIPS |
| Resumo: | As culturas de cobertura (CC), instaladas entre duas culturas principais (CP), contribuem para uma sustentabilidade da atividade agrícola. Elas atenuam a lixiviação dos nutrientes, nomeadamente o azoto na forma de nitrato, estimulam o microbioma do solo, protegem o solo da erosão, contribuem para o controlo de certas infestantes, podem produzir matéria forrageira para alimentação animal; são sumidouros de gases com efeitos de estufa (GEE). Em Portugal têm sido desenvolvidos diversos trabalhos na avaliação do impacto das CC na cultura principal (CP); no entanto, os trabalhos de avaliação da CP nas CC, são praticamente inexistentes, especialmente, numa situação de rotação cultural. Este trabalho teve como objetivo quantificar o impacto de 4 culturas (milho, tomate-de-indústria, “butternuts”, feijão frade) numa CC, consociação de gramíneas e leguminosas. No ano de 2023, instalou-se um campo experimental na Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS). Aos 139 dias após sementeira (DAS) foram colhidas 3 amostras em cada uma das quatro folhas da rotação e avaliado a repartição da matéria seca (MS) de três grupos de plantas (trevos, azevéns e outras plantas) da consociação. Foi ainda determinada a produção total de matéria seca em cada uma das folhas, aos 146 DAS, determinado o teor de N, P, K, Ca e Mg na MS e estimadas as restituições ao solo destes nutrientes na forma orgânica. O precedente cultural influenciou a repartição percentual de MS nos 3 grupos de plantas. Verificou-se uma repartição de 60% de MS no grupo de outras plantas na F1 (Feijão frade) e F3 (Tomate-de-indústria), enquanto os trevos representaram cerca de 54% em F2 (“butternuts”) e 52% em F3 (Milho). A produção total de MS foi ligeiramente mais elevada em F3 (5043kg/ha) logo seguida de F2 (4833kg/ha) e F1 (4755kg/ha) e por último F4 (4462kg/ha). Contudo, as diferenças não foram estatisticamente significativas (p>0,05). Estimou-se que a CC restitui, em média, na forma orgânica e considerando apenas a parte aérea, 77 a 93kg/ha de N; 11 a 13kg/ha de P; 101 a 141kg/ha de K; 20 a 28kg/ha de Ca e 11 a 13kg/ha de Mg. |
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