Publicação
Contributo para o estudo do turismo da natureza na reserva natural do Paul do Boquilobo
| Resumo: | O artigo apresenta os resultados de um trabalho de estágio do curso de Educação Ambiental e Turismo de Natureza, realizado na Reserva Natural do Paul do Boquilobo (RNPB), durante o período de fevereiro a julho de 2021, A reserva está localizada na confluência dos rios Almonda e Tejo, nos concelhos de Torres Novas e Golegã. Trata-se de uma área natural húmida que abriga uma grande diversidade de aves, servindo como local de reprodução, alimentação e repouso para as rotas de migração. Esta área foi em 1981 reconhecida como Reserva Mundial da Biosfera. O estudo analisou dados de visitação à Reserva, que foram registados por contadores automáticos em pontos estratégicos ao longo do Percurso Pedestre da RNPB, no período de janeiro de 2019 a março de 2021. Ficou evidente uma diminuição significativa no número de visitantes devido às restrições impostas pela pandemia da COVID-19 apesar de ser utilizada para as saídas permitidas para caminhadas por parte das populações residentes nas vizinhanças, que praticaram nesta altura passeios de maior extensão. Além da análise dos dados, foram conduzidos dois inquéritos por questionário: um destinado a empresas licenciadas, pela entidade gestora da RNP, para organizar atividades turísticas na Reserva e outro direcionado aos seus visitantes. Dos 51 visitantes inquiridos no local, a maioria (50%) pertencia à faixa etária de 31 a 45 anos, e 48% eram residentes na Golegã, um dos concelhos mais próximos. Os visitantes mostraram-se satisfeitos com a visita, e 50 deles manifestaram a intenção de retornar. O inquérito enviado às empresas que desenvolvem atividades (passeios pedestres, a cavalo, observação de aves, etc.), enviado através de correio eletrónico registou uma baixa taxa de resposta. No entanto tanto os visitantes quanto as empresas identificaram algumas fragilidades na reserva, como a falta de infraestruturas (como casas de banho e observatórios de aves (que havia sido vandalizado)), a manutenção inadequada da mata, e a ausência de vigilantes/guardas da natureza. A poluição do rio Almonda foi apontada como um dos principais aspetos negativos invocados pelos visitantes. A informação recolhida poderá ser muito útil à gestão da reserva, sendo referida como uma das principais sugestões a necessidade de facilitar o acesso a mais informação sobre a reserva. Essa necessidade tinha também já sido detetada na recolha de informação exploratória sobre a reserva. Os dados coletados enfatizam a importância da adoção de um modelo de cogestão das áreas protegidas, que aproxime a gestão e conservação desses locais das autoridades locais, principais atores da sociedade civil e comunidades envolvidas |
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| Autores principais: | Queiroz, Márcia |
| Outros Autores: | Pereira, Fernando; Ruivo, Paula; Paulo, Ana |
| Assunto: | Resumo |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Santarém |
| Idioma: | português |
| Origem: | Revista UIIPS |
| Resumo: | O artigo apresenta os resultados de um trabalho de estágio do curso de Educação Ambiental e Turismo de Natureza, realizado na Reserva Natural do Paul do Boquilobo (RNPB), durante o período de fevereiro a julho de 2021, A reserva está localizada na confluência dos rios Almonda e Tejo, nos concelhos de Torres Novas e Golegã. Trata-se de uma área natural húmida que abriga uma grande diversidade de aves, servindo como local de reprodução, alimentação e repouso para as rotas de migração. Esta área foi em 1981 reconhecida como Reserva Mundial da Biosfera. O estudo analisou dados de visitação à Reserva, que foram registados por contadores automáticos em pontos estratégicos ao longo do Percurso Pedestre da RNPB, no período de janeiro de 2019 a março de 2021. Ficou evidente uma diminuição significativa no número de visitantes devido às restrições impostas pela pandemia da COVID-19 apesar de ser utilizada para as saídas permitidas para caminhadas por parte das populações residentes nas vizinhanças, que praticaram nesta altura passeios de maior extensão. Além da análise dos dados, foram conduzidos dois inquéritos por questionário: um destinado a empresas licenciadas, pela entidade gestora da RNP, para organizar atividades turísticas na Reserva e outro direcionado aos seus visitantes. Dos 51 visitantes inquiridos no local, a maioria (50%) pertencia à faixa etária de 31 a 45 anos, e 48% eram residentes na Golegã, um dos concelhos mais próximos. Os visitantes mostraram-se satisfeitos com a visita, e 50 deles manifestaram a intenção de retornar. O inquérito enviado às empresas que desenvolvem atividades (passeios pedestres, a cavalo, observação de aves, etc.), enviado através de correio eletrónico registou uma baixa taxa de resposta. No entanto tanto os visitantes quanto as empresas identificaram algumas fragilidades na reserva, como a falta de infraestruturas (como casas de banho e observatórios de aves (que havia sido vandalizado)), a manutenção inadequada da mata, e a ausência de vigilantes/guardas da natureza. A poluição do rio Almonda foi apontada como um dos principais aspetos negativos invocados pelos visitantes. A informação recolhida poderá ser muito útil à gestão da reserva, sendo referida como uma das principais sugestões a necessidade de facilitar o acesso a mais informação sobre a reserva. Essa necessidade tinha também já sido detetada na recolha de informação exploratória sobre a reserva. Os dados coletados enfatizam a importância da adoção de um modelo de cogestão das áreas protegidas, que aproxime a gestão e conservação desses locais das autoridades locais, principais atores da sociedade civil e comunidades envolvidas |
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