Publication

O PEIXE GATO EUROPEU (SILURUS GLANIS) – UM GIGANTE NO RIO TEJO: DISPERSÃO, DISTRIBUIÇÃO E ECOLOGIA ALIMENTAR

View document

Bibliographic Details
Summary:O peixe gato europeu (Silurus glanis) é mais uma espécie não nativa que foi introduzida nos rios da Península Ibérica. Neste trabalho é apresentado o padrão de dispersão desta espécie no rio Tejo desde o primeiro registo em Espanha em 1998 até à atualidade. Mais de 80 registos foram obtidos principalmente através de fóruns e blogs de pesca desportiva. Atualmente estima-se que esta espécie esteja distribuída por mais de 700 km de linhas de água do rio Tejo e que ocupe preferencialmente zonas de albufeiras em cursos de água de ordem elevadas. Adicionalmente foi analisada a dieta de peixes capturados no rio Tejo por pescadores profissionais ao longo de 2016 e 2017 e os resultados preliminares são apresentados. Foram encontradas diferenças na composição da dieta entre os indivíduos de habitats lóticos e lênticos sendo que o grupo dos Crustáceos seguido dos Teleósteos foram as presas mais representativas. Também são discutidos os impactos desta espécie não nativa na composição, estrutura e funcionamento do ecossistema fluvial do rio Tejo.
Main Authors:Gago, João
Other Authors:Ferreira, Marco; Anatácio, Pedro; Gkenas, Christos; Banha, Filipe; Quintella, Bernardo; Ribeiro, Filipe
Subject:Artigos
Year:2019
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Santarém
Language:Portuguese
Origin:Revista UIIPS
Description
Summary:O peixe gato europeu (Silurus glanis) é mais uma espécie não nativa que foi introduzida nos rios da Península Ibérica. Neste trabalho é apresentado o padrão de dispersão desta espécie no rio Tejo desde o primeiro registo em Espanha em 1998 até à atualidade. Mais de 80 registos foram obtidos principalmente através de fóruns e blogs de pesca desportiva. Atualmente estima-se que esta espécie esteja distribuída por mais de 700 km de linhas de água do rio Tejo e que ocupe preferencialmente zonas de albufeiras em cursos de água de ordem elevadas. Adicionalmente foi analisada a dieta de peixes capturados no rio Tejo por pescadores profissionais ao longo de 2016 e 2017 e os resultados preliminares são apresentados. Foram encontradas diferenças na composição da dieta entre os indivíduos de habitats lóticos e lênticos sendo que o grupo dos Crustáceos seguido dos Teleósteos foram as presas mais representativas. Também são discutidos os impactos desta espécie não nativa na composição, estrutura e funcionamento do ecossistema fluvial do rio Tejo.