Publicação
Estudo dos efeitos ecocardiográficos antes e depois da sedação com doses baixas de alfaxalona em associação com Butorfanol, em cães : estudo piloto
| Resumo: | A ecocardiografia surgiu como um poderoso método de diagnóstico imagiológico não invasivo, que permite a monitorização do desempenho do coração e avaliar a progressão de doenças cardíacas. Apesar de não ser imperativa para realizar o exame ecocardiográfico na maioria dos animais, uma sedação ligeira pode ser necessária, especialmente em cães agressivos, assustados ou simplesmente não cooperantes. O presente estudo teve como objetivo avaliar as alterações verificadas nos parâmetros ecocardiográficos, numa amostra de 10 cães submetidos a um protocolo de sedação combinado de 0,5 mg/kg de alfaxalona e 0,2 mg/kg de butorfanol, intravenoso. Os parâmetros que demonstraram um aumento com significado estatístico após a sedação foram a velocidade máxima do fluxo aórtico (t(9)=3,342; p<0,01); a velocidade máxima do fluxo pulmonar (t(9)=3,547; p<0,01); o volume diastólico final (V(9)=47; p=0,049); a velocidade do fluxo da válvula mitral no ponto “A” (t(9)=2,74; p=0,02) e a velocidade do fluxo da válvula mitral no ponto “E” (t(9)=2,725; p=0,023). Os valores dos parâmetros período de pré-ejeção do ventrículo esquerdo (t(9)=3,636; p<0,01) e do rácio entre o período de pré-ejeção do ventrículo esquerdo e o tempo de ejeção do ventrículo esquerdo (V(9)=2; p=0,01) registaram uma diminuição com significado estatístico após a sedação. No que diz respeito aos parâmetros cardiovasculares, verificou-se uma diminuição estatisticamente significativa na frequência cardíaca (t(9)=5,42; p<0,01), no entanto, após sedação, esta encontrava-se no intervalo normal de referência. Em relação às pressões arteriais, apenas na pressão arterial diastólica se notou uma diminuição significativa (t(7)=2,91; p=0,023), não ocorrendo, mesmo assim, desvio do intervalo normal de referência em nenhum dos animais. O protocolo estudado demonstrou produzir uma sedação ligeira, conduzindo à diminuição do tempo de realização do exame e melhoria da qualidade das imagens obtidas em animais difíceis de conter. Por outro lado, a sedação pode conduzir a alterações nos valores das medições ecocardiográficas com impacto na sua interpretação e posterior diagnóstico. Serão necessários mais estudos com uma população amostral maior para ser possível avaliar a relevância deste tipo de alterações, a sua relação com a avaliação e classificação da função cardíaca e consequente diagnóstico de doença. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Ana Catarina Baião de Sá |
| Assunto: | Ecocardiografia alfaxalona butorfanol sedação cães Echocardiography alfaxalone butorphanol sedation dogs |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A ecocardiografia surgiu como um poderoso método de diagnóstico imagiológico não invasivo, que permite a monitorização do desempenho do coração e avaliar a progressão de doenças cardíacas. Apesar de não ser imperativa para realizar o exame ecocardiográfico na maioria dos animais, uma sedação ligeira pode ser necessária, especialmente em cães agressivos, assustados ou simplesmente não cooperantes. O presente estudo teve como objetivo avaliar as alterações verificadas nos parâmetros ecocardiográficos, numa amostra de 10 cães submetidos a um protocolo de sedação combinado de 0,5 mg/kg de alfaxalona e 0,2 mg/kg de butorfanol, intravenoso. Os parâmetros que demonstraram um aumento com significado estatístico após a sedação foram a velocidade máxima do fluxo aórtico (t(9)=3,342; p<0,01); a velocidade máxima do fluxo pulmonar (t(9)=3,547; p<0,01); o volume diastólico final (V(9)=47; p=0,049); a velocidade do fluxo da válvula mitral no ponto “A” (t(9)=2,74; p=0,02) e a velocidade do fluxo da válvula mitral no ponto “E” (t(9)=2,725; p=0,023). Os valores dos parâmetros período de pré-ejeção do ventrículo esquerdo (t(9)=3,636; p<0,01) e do rácio entre o período de pré-ejeção do ventrículo esquerdo e o tempo de ejeção do ventrículo esquerdo (V(9)=2; p=0,01) registaram uma diminuição com significado estatístico após a sedação. No que diz respeito aos parâmetros cardiovasculares, verificou-se uma diminuição estatisticamente significativa na frequência cardíaca (t(9)=5,42; p<0,01), no entanto, após sedação, esta encontrava-se no intervalo normal de referência. Em relação às pressões arteriais, apenas na pressão arterial diastólica se notou uma diminuição significativa (t(7)=2,91; p=0,023), não ocorrendo, mesmo assim, desvio do intervalo normal de referência em nenhum dos animais. O protocolo estudado demonstrou produzir uma sedação ligeira, conduzindo à diminuição do tempo de realização do exame e melhoria da qualidade das imagens obtidas em animais difíceis de conter. Por outro lado, a sedação pode conduzir a alterações nos valores das medições ecocardiográficas com impacto na sua interpretação e posterior diagnóstico. Serão necessários mais estudos com uma população amostral maior para ser possível avaliar a relevância deste tipo de alterações, a sua relação com a avaliação e classificação da função cardíaca e consequente diagnóstico de doença. |
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