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Análise da controvérsia sobre a prospeção e exploração de petróleo no Algarve

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Acordo de Paris de 2015 foi um ponto de viragem no panorama político global, colocando ênfase nas questões de sustentabilidade e descarbonização das economias. Não obstante, o Governo Português concedeu licenças para a prospeção e produção de petróleo na região Algarvia. Estas decisões provocaram uma controvérsia mediática entre a população local, as empresas concessionárias e o Governo Português a partir do ano de 2015. Esta dissertação pretende dissecar os principais motivos que levaram ao surgimento da controvérsia e de que forma é que os modelos governança do risco tiveram em conta a contestação e promoveram um processo democrático. Com o campo da política ecológica como base do enquadramento conceptual, a nossa investigação utiliza a metodologia da Cartografia das Controvérsias para descrever e analisar os argumentos apresentados pelos diferentes atores na defesa da sua posição. Através da realização de 4 entrevistas a peritos e atores diretamente envolvidos na controvérsia e da recolha de artigos e notícias de jornais concluímos que o conflito apresenta três pontos principais de desacordo: a comunicação e informação sobre riscos e alternativas; estratégia energética e o desenvolvimento regional; os contratos e regime jurídico.
Autores principais:Sequeira, Filipe Domingos Santos
Assunto:política ecológica controvérsias exploração de petróleo risco governança political ecology controversies oil exploration risk governance
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O Acordo de Paris de 2015 foi um ponto de viragem no panorama político global, colocando ênfase nas questões de sustentabilidade e descarbonização das economias. Não obstante, o Governo Português concedeu licenças para a prospeção e produção de petróleo na região Algarvia. Estas decisões provocaram uma controvérsia mediática entre a população local, as empresas concessionárias e o Governo Português a partir do ano de 2015. Esta dissertação pretende dissecar os principais motivos que levaram ao surgimento da controvérsia e de que forma é que os modelos governança do risco tiveram em conta a contestação e promoveram um processo democrático. Com o campo da política ecológica como base do enquadramento conceptual, a nossa investigação utiliza a metodologia da Cartografia das Controvérsias para descrever e analisar os argumentos apresentados pelos diferentes atores na defesa da sua posição. Através da realização de 4 entrevistas a peritos e atores diretamente envolvidos na controvérsia e da recolha de artigos e notícias de jornais concluímos que o conflito apresenta três pontos principais de desacordo: a comunicação e informação sobre riscos e alternativas; estratégia energética e o desenvolvimento regional; os contratos e regime jurídico.