Publicação
Da dialéctica do abstracto à universalidade concreta: do pensamento ao Estado na Filosofia do direito de Hegel
| Resumo: | A opressão política, aliada à economia sempre hierarquizada do viver, reflecte-se, essencialmente, no desnivelamento e distanciamento desgarrado dos tecidos sociais, «apertando» (com a complexificação jurídica, económica e a consequente solidificação da ordem institucional) a realidade em movimento, procurando torna-la fixa, estreita, condicionada pela burocracia, vigiada «administrativamente». A justiça, que se queria equitativa, resolve-se desigual, assente em factores económicos, por vezes hereditários, sempre de classe. Assim, a ordem fixa de um Estado forte, austero, que pretende controlar e restringir a vida viva no interior da sua estrutura, torna-se afinal (ao contrário do que por muitos seria de esperar) o terreno mais fértil, mais próspero, para que uma nova força brote, viva, forte, livre. |
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| Autores principais: | Esteves, Rui Paulo Prates |
| Assunto: | Hegel, 1770-1831 - Crítica e interpretação Filosofia política - séc.19 Filosofia da história - séc.19 Estado - Filosofia Direito - Filosofia Teses de mestrado - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A opressão política, aliada à economia sempre hierarquizada do viver, reflecte-se, essencialmente, no desnivelamento e distanciamento desgarrado dos tecidos sociais, «apertando» (com a complexificação jurídica, económica e a consequente solidificação da ordem institucional) a realidade em movimento, procurando torna-la fixa, estreita, condicionada pela burocracia, vigiada «administrativamente». A justiça, que se queria equitativa, resolve-se desigual, assente em factores económicos, por vezes hereditários, sempre de classe. Assim, a ordem fixa de um Estado forte, austero, que pretende controlar e restringir a vida viva no interior da sua estrutura, torna-se afinal (ao contrário do que por muitos seria de esperar) o terreno mais fértil, mais próspero, para que uma nova força brote, viva, forte, livre. |
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