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A aprendizagem estratégica : construção e avaliação de uma intervenção em estratégias de aprendizagem integrada no currículo escolar

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Resumo:Para além de ser uma fonte de informação, uma das tarefas fundamentais da escola é dotar os alunos de estratégias de que lhes permitam reelaborar, transformar, contrastar e reconstruir criticamente os conhecimentos que vão adquirindo, ou seja, apostar no conhecimento estratégico. Em nosso entender, ajudar a estruturar a tarefa fundamental do professor - que o seu aluno aprenda e aprenda a aprender - é hoje uma das linhas chave da investigação em educação. Neste quadro, construir e avaliar uma intervenção em estratégias de aprendizagem, desenhada para ser aplicada no último ano da escolaridade obrigatória foi a meta principal deste estudo. Para além do trabalho de intervenção com os alunos, tendo em vista potencializar estratégias cognitivas, metacognitivas e motivacionais desenvolvemos uma acção formativa com os professores, visando estimular uma atitude reflexiva, activa e construtiva. O interesse científico em validar esta intervenção prende-se com a importância de a equacionar em contextos reais, podendo analisar-se o sentido da mudança efectuada e confrontá-la com o corpo de conhecimentos científicos existentes. Os resultados da primeira etapa - análise dos fundamentos teóricos, legislativos e estudo prévio das opiniões dos professores - constituíram o material de base para a fundamentação da proposta de intervenção e formação. O dispositivo de avaliação da intervenção assentou na comparação de três grupos "intactos", num desenho quasi-experimental. A intervenção pretendeu fomentar nos alunos uma regulação consciente e deliberada da sua acção. Evitando o ensino de técnicas de estudo de forma mecânica, ensinaram-se estratégias de aprendizagem em contextos em que elas resultassem funcionais, fomentou-se um clima de aula propício à reflexão, à dúvida e à pesquisa e equacionaram-se situações que ajudassem à transferência das estratégias de aprendizagem. Ajudar os professores a tomarem consciência dos processos que utilizam quando ensinam e a compreender os seus efeitos ajudando-os assim a controlar os seus processos mentais e a aumentar o conhecimento sobre o seu próprio funcionamento cognitivo foram os objectivos da formação. A investigação mostrou a possibilidade de utilização das estratégias de aprendizagem em sala de aula e integradas no currículo normal. Os resultados, de natureza vária, levaram-nos a uma reflexão final organizada em tomo de três questões: a) necessidade de formar professores em estratégias de aprendizagem; b) alunos em interacção ensino-aprendizagem e c) aconselhamento educacional em estratégias de aprendizagem.
Autores principais:Veiga Simão, Ana
Assunto:Processo educativo Processos de aprendizagem Estratégias de aprendizagem Leitura Compreensão Metodologia da investigação Teses de doutoramento - 2001
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Para além de ser uma fonte de informação, uma das tarefas fundamentais da escola é dotar os alunos de estratégias de que lhes permitam reelaborar, transformar, contrastar e reconstruir criticamente os conhecimentos que vão adquirindo, ou seja, apostar no conhecimento estratégico. Em nosso entender, ajudar a estruturar a tarefa fundamental do professor - que o seu aluno aprenda e aprenda a aprender - é hoje uma das linhas chave da investigação em educação. Neste quadro, construir e avaliar uma intervenção em estratégias de aprendizagem, desenhada para ser aplicada no último ano da escolaridade obrigatória foi a meta principal deste estudo. Para além do trabalho de intervenção com os alunos, tendo em vista potencializar estratégias cognitivas, metacognitivas e motivacionais desenvolvemos uma acção formativa com os professores, visando estimular uma atitude reflexiva, activa e construtiva. O interesse científico em validar esta intervenção prende-se com a importância de a equacionar em contextos reais, podendo analisar-se o sentido da mudança efectuada e confrontá-la com o corpo de conhecimentos científicos existentes. Os resultados da primeira etapa - análise dos fundamentos teóricos, legislativos e estudo prévio das opiniões dos professores - constituíram o material de base para a fundamentação da proposta de intervenção e formação. O dispositivo de avaliação da intervenção assentou na comparação de três grupos "intactos", num desenho quasi-experimental. A intervenção pretendeu fomentar nos alunos uma regulação consciente e deliberada da sua acção. Evitando o ensino de técnicas de estudo de forma mecânica, ensinaram-se estratégias de aprendizagem em contextos em que elas resultassem funcionais, fomentou-se um clima de aula propício à reflexão, à dúvida e à pesquisa e equacionaram-se situações que ajudassem à transferência das estratégias de aprendizagem. Ajudar os professores a tomarem consciência dos processos que utilizam quando ensinam e a compreender os seus efeitos ajudando-os assim a controlar os seus processos mentais e a aumentar o conhecimento sobre o seu próprio funcionamento cognitivo foram os objectivos da formação. A investigação mostrou a possibilidade de utilização das estratégias de aprendizagem em sala de aula e integradas no currículo normal. Os resultados, de natureza vária, levaram-nos a uma reflexão final organizada em tomo de três questões: a) necessidade de formar professores em estratégias de aprendizagem; b) alunos em interacção ensino-aprendizagem e c) aconselhamento educacional em estratégias de aprendizagem.