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Contribuição para a caracterização do parasitismo gastrintestinal e pulmonar em suínos de raça alentejana no distrito de Évora

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Resumo:A raça suína Alentejana tem o seu solar na região Alentejo, sendo explorada em regime extensivo, numa íntima associação com o ecossistema agro-silvo-pastoril característico desta região. A carne fresca, mas sobretudo os transformados, nomeadamente os enchidos e os presuntos provenientes de porco Alentejano, apresentam-se hoje como produtos alimentares de qualidade, bastante valorizados por toda a sua fileira produtiva. Para uma optimização da rentabilidade inerente à produção de suínos de raça Alentejana, é necessário um bom conhecimento dos factores que a limitam, como por exemplo o parasitismo gastrintestinal e pulmonar. A sua importância e frequência noutros sistemas idênticos de produção suína, nomeadamente a de porco Ibérico em Espanha, e a falta de dados relativos a esta temática no sistema de produção de suínos de raça Alentejana, levaram ao seu estudo e constituíram o tema principal desta dissertação. Neste trabalho foram estudados suínos de raça Alentejana criados em regime extensivo em 24 explorações no distrito de Évora, durante um período de 12 meses consecutivos compreendidos entre Março de 2008 e Fevereiro de 2009. O trabalho iniciou-se com um inquérito aos produtores para caracterizar as explorações envolvidas neste estudo, sendo depois desenvolvidas colheitas e processamentos laboratoriais de amostras de fezes de suínos nas várias fases de produção, reprodução, recria e engorda, mediante a realização de 3 métodos coprológicos (Willis, Sedimentação e McMaster). Os objectivos do trabalho incluíram a identificação das formas parasitárias dos helmintes e protozoários gastrintestinais e pulmonares e a análise da sua taxa e nível de infecção. Para duas das explorações em estudo foi analisada a relação entre a temperatura e a humidade relativa média mensais durante o período em estudo com o número de ovos por grama de fezes (OPG) e oocistos dos parasitas encontrados, tendo em conta as estratégias de desparasitação utilizadas em cada uma das explorações. Todas as 24 explorações estudadas apresentavam animais infectados com endoparasitas, verificando-se a existência em simultâneo de nemátodes e protozoários em quase 80% das mesmas. A análise das amostras de fezes permitiu isolar os seguintes parasitas com as respecticas prevalências globais: Oesophagostomum spp./Hyostrongylus rubidus em 79% das explorações, Physocephalus sexalatus em 25%, Trichostrongylus spp. em 4%, Ascaris suum em 25% Strongyloides ransomi em 29%, Globocephalus urosubulatus em 42%, Trichuris suis em 17% Metastrongylus spp. em 29%, Eimeria spp. em 79%, Isospora suis em 58% e Balantidium coli em 67%. Observou-se, relativamente aos grupos em estudo, “Recria”, “Engorda” e “Reprodutores”, que o primeiro é aquele que apresenta uma maior variedade e prevalência global de parasitas. Nas duas explorações avaliadas ao longo de um ano cujos animais foram submetidos ao sistema normal de maneio, regra geral as formas parasitárias de nemátodes gastrintestinais, com particular destaque para Oesophagostomum spp./H. rubidus apresentaram picos de maior desenvolvimento em épocas de maior calor, embora as desparasitações possam interferir neste padrão e alterar o mesmo.
Autores principais:Gomes, Ana Isabel Jerónimo Gião
Assunto:Porco Alentejano Regime extensivo Helmintes gastrintestinais e pulmonares Protozoários gastrintestinais Alentejano Pig Gastrintestinal and lung helminths Extensive system Protozoa
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:trabalho de fim de curso
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A raça suína Alentejana tem o seu solar na região Alentejo, sendo explorada em regime extensivo, numa íntima associação com o ecossistema agro-silvo-pastoril característico desta região. A carne fresca, mas sobretudo os transformados, nomeadamente os enchidos e os presuntos provenientes de porco Alentejano, apresentam-se hoje como produtos alimentares de qualidade, bastante valorizados por toda a sua fileira produtiva. Para uma optimização da rentabilidade inerente à produção de suínos de raça Alentejana, é necessário um bom conhecimento dos factores que a limitam, como por exemplo o parasitismo gastrintestinal e pulmonar. A sua importância e frequência noutros sistemas idênticos de produção suína, nomeadamente a de porco Ibérico em Espanha, e a falta de dados relativos a esta temática no sistema de produção de suínos de raça Alentejana, levaram ao seu estudo e constituíram o tema principal desta dissertação. Neste trabalho foram estudados suínos de raça Alentejana criados em regime extensivo em 24 explorações no distrito de Évora, durante um período de 12 meses consecutivos compreendidos entre Março de 2008 e Fevereiro de 2009. O trabalho iniciou-se com um inquérito aos produtores para caracterizar as explorações envolvidas neste estudo, sendo depois desenvolvidas colheitas e processamentos laboratoriais de amostras de fezes de suínos nas várias fases de produção, reprodução, recria e engorda, mediante a realização de 3 métodos coprológicos (Willis, Sedimentação e McMaster). Os objectivos do trabalho incluíram a identificação das formas parasitárias dos helmintes e protozoários gastrintestinais e pulmonares e a análise da sua taxa e nível de infecção. Para duas das explorações em estudo foi analisada a relação entre a temperatura e a humidade relativa média mensais durante o período em estudo com o número de ovos por grama de fezes (OPG) e oocistos dos parasitas encontrados, tendo em conta as estratégias de desparasitação utilizadas em cada uma das explorações. Todas as 24 explorações estudadas apresentavam animais infectados com endoparasitas, verificando-se a existência em simultâneo de nemátodes e protozoários em quase 80% das mesmas. A análise das amostras de fezes permitiu isolar os seguintes parasitas com as respecticas prevalências globais: Oesophagostomum spp./Hyostrongylus rubidus em 79% das explorações, Physocephalus sexalatus em 25%, Trichostrongylus spp. em 4%, Ascaris suum em 25% Strongyloides ransomi em 29%, Globocephalus urosubulatus em 42%, Trichuris suis em 17% Metastrongylus spp. em 29%, Eimeria spp. em 79%, Isospora suis em 58% e Balantidium coli em 67%. Observou-se, relativamente aos grupos em estudo, “Recria”, “Engorda” e “Reprodutores”, que o primeiro é aquele que apresenta uma maior variedade e prevalência global de parasitas. Nas duas explorações avaliadas ao longo de um ano cujos animais foram submetidos ao sistema normal de maneio, regra geral as formas parasitárias de nemátodes gastrintestinais, com particular destaque para Oesophagostomum spp./H. rubidus apresentaram picos de maior desenvolvimento em épocas de maior calor, embora as desparasitações possam interferir neste padrão e alterar o mesmo.