Publicação
Síndrome Uveíte-Glaucoma-Hifema em contexto pós-cirúrgico de catarata : revisão literária e apresentação de um caso clínico
| Resumo: | Introdução: A síndrome Uveíte-Glaucoma-Hifema (UGH) em contexto pós-cirúrgico de um doente com catarata é uma complicação cirúrgica incomum, apresentando uma incidência de 0,4-1,2%, mas que se traduz potencialmente numa situação de elevada gravidade clínica. As manifestações oftalmológicas podem manifestar-se entre semanas a meses após a cirurgia, consistindo num aumento da PIO (glaucoma), inflamação da úvea (uveíte) e hemorragia na câmara anterior (hifema). Este trabalho tem como objetivo abordar esta síndrome, ilustrando-a com um caso clínico. Caso clínico: Descreve-se o caso clínico de uma mulher caucasiana de 60 anos, com diagnóstico prévio de glaucoma e antecedentes de iridotomia, que desenvolveu a síndrome UGH após uma cirurgia de catarata sem incidentes com uma LIO (lente intraocular) implantada no saco capsular. No seguimento pós-operatório desenvolveu aumento da pressão intraocular de difícil controlo médico, associado a inflamação persistente e sensação de visão turva. Após a observação cuidada por gonioscopia detetou-se presença de um háptico no sulco, sugerindo o fenómeno de chafing entre o háptico da LIO e a íris posterior como o desencadeante da síndrome UGH, tendo sido realizada cirurgia de reposicionamento da lente para resolução do caso. Discussão: Na abordagem da síndrome UGH o mais importante são os critérios de suspeição, o seu diagnóstico e a decisão terapêutica a optar. É indispensável a correta observação das estruturas do segmento anterior e verificar a LIO, uma vez que a deslocação de um háptico é um evento mais comum do que se antevê. A UBM é um exame quer permite confirmar o diagnóstico da síndrome UGH. Existem hipóteses alternativas menos invasivas e com menor risco cirúrgico comparativamente à abordagem cirúrgica padrão, podendo ser equacionadas se alto risco cirúrgico. |
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| Autores principais: | Avelar, João Pedro Rodrigues |
| Assunto: | Cirurgia da catarata Síndrome Uveíte-Glaucoma-Hifema Diagnóstico Abordagem Oftalmologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A síndrome Uveíte-Glaucoma-Hifema (UGH) em contexto pós-cirúrgico de um doente com catarata é uma complicação cirúrgica incomum, apresentando uma incidência de 0,4-1,2%, mas que se traduz potencialmente numa situação de elevada gravidade clínica. As manifestações oftalmológicas podem manifestar-se entre semanas a meses após a cirurgia, consistindo num aumento da PIO (glaucoma), inflamação da úvea (uveíte) e hemorragia na câmara anterior (hifema). Este trabalho tem como objetivo abordar esta síndrome, ilustrando-a com um caso clínico. Caso clínico: Descreve-se o caso clínico de uma mulher caucasiana de 60 anos, com diagnóstico prévio de glaucoma e antecedentes de iridotomia, que desenvolveu a síndrome UGH após uma cirurgia de catarata sem incidentes com uma LIO (lente intraocular) implantada no saco capsular. No seguimento pós-operatório desenvolveu aumento da pressão intraocular de difícil controlo médico, associado a inflamação persistente e sensação de visão turva. Após a observação cuidada por gonioscopia detetou-se presença de um háptico no sulco, sugerindo o fenómeno de chafing entre o háptico da LIO e a íris posterior como o desencadeante da síndrome UGH, tendo sido realizada cirurgia de reposicionamento da lente para resolução do caso. Discussão: Na abordagem da síndrome UGH o mais importante são os critérios de suspeição, o seu diagnóstico e a decisão terapêutica a optar. É indispensável a correta observação das estruturas do segmento anterior e verificar a LIO, uma vez que a deslocação de um háptico é um evento mais comum do que se antevê. A UBM é um exame quer permite confirmar o diagnóstico da síndrome UGH. Existem hipóteses alternativas menos invasivas e com menor risco cirúrgico comparativamente à abordagem cirúrgica padrão, podendo ser equacionadas se alto risco cirúrgico. |
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