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Planeamento de uma estratégia de place branding participativo estruturada no Aqueduto das Águas Livres de Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A crescente demanda por ofertas culturais exige uma avaliação dos impactos ambientais, económicos e sociais nas comunidades, assim como a preservação do património histórico-arquitetónico. Surge, então, a necessidade de implementar estratégias de marca de lugar que contemplem a participação ativa da comunidade local. No entanto, essa participação muitas vezes se se revela meramente de “fachada”, focando-se no consenso dos stakeholders e omitindo as realidades mais incómodas ou marginalizadas. O relatório investiga como os conceitos de sentido e apego ao lugar podem ser aplicados ao desenvolvimento de uma marca de lugar participativa, tomando como referência o conjunto patrimonial do aqueduto das Águas Livres. Durante o estágio no Museu da Água da EPAL foi investigado como essa abordagem participativa podia ser aplicada ao caso do aqueduto histórico como elemento para promover fatores de desenvolvimento económico, social, cultural e identitário em prol da comunidade. Na primeira fase, a revisão da literatura abordou a evolução do património cultural e críticas à marca de lugar, destacando o papel do apego ao lugar na conexão comunidadeterritório. A experiência no Museu da Água permitiu maior compreensão das atividades oferecidas e técnicas de dinamização do aqueduto histórico no turismo cultural. Enfim, o trabalho de campo incluiu entrevistas semiestruturadas e visitas para entender o contexto e a importância do aqueduto, além de uma pesquisa de benchmarking sobre infraestruturas hídricas e sua musealização participativa. Os resultados obtidos permitiram desenhar uma estratégia de marca de lugar inclusiva que, tendo em conta as memórias e os laços afetivos em relação ao aqueduto histórico, conciliasse os conflitos emergentes da participação com a construção de um consenso autêntico e plural. Um objetivo alcançável através de um maior envolvimento das comunidades de todos os municípios atravessados pelo sistema de aquedutos das Águas Livres e da musealização simultânea de novos espaços do traçado.
Autores principais:Passalacqua, Simone
Assunto:Museu da Água Aqueduto das Águas Livres Marca de Lugar Participada Sentido de Lugar
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A crescente demanda por ofertas culturais exige uma avaliação dos impactos ambientais, económicos e sociais nas comunidades, assim como a preservação do património histórico-arquitetónico. Surge, então, a necessidade de implementar estratégias de marca de lugar que contemplem a participação ativa da comunidade local. No entanto, essa participação muitas vezes se se revela meramente de “fachada”, focando-se no consenso dos stakeholders e omitindo as realidades mais incómodas ou marginalizadas. O relatório investiga como os conceitos de sentido e apego ao lugar podem ser aplicados ao desenvolvimento de uma marca de lugar participativa, tomando como referência o conjunto patrimonial do aqueduto das Águas Livres. Durante o estágio no Museu da Água da EPAL foi investigado como essa abordagem participativa podia ser aplicada ao caso do aqueduto histórico como elemento para promover fatores de desenvolvimento económico, social, cultural e identitário em prol da comunidade. Na primeira fase, a revisão da literatura abordou a evolução do património cultural e críticas à marca de lugar, destacando o papel do apego ao lugar na conexão comunidadeterritório. A experiência no Museu da Água permitiu maior compreensão das atividades oferecidas e técnicas de dinamização do aqueduto histórico no turismo cultural. Enfim, o trabalho de campo incluiu entrevistas semiestruturadas e visitas para entender o contexto e a importância do aqueduto, além de uma pesquisa de benchmarking sobre infraestruturas hídricas e sua musealização participativa. Os resultados obtidos permitiram desenhar uma estratégia de marca de lugar inclusiva que, tendo em conta as memórias e os laços afetivos em relação ao aqueduto histórico, conciliasse os conflitos emergentes da participação com a construção de um consenso autêntico e plural. Um objetivo alcançável através de um maior envolvimento das comunidades de todos os municípios atravessados pelo sistema de aquedutos das Águas Livres e da musealização simultânea de novos espaços do traçado.