Publicação
Desenvolvimento de fármacos para doenças neuro-degenerativas
| Resumo: | As doenças neuro-degenerativas, exemplificadas pela doença de Alzheimer (DA) e doença de Huntington (DH), são caraterizadas por uma disfunção progressiva do sistema nervoso central. Na DA a sintomatologia está relacionada com a perda de capacidades intelectuais e domínios cognitivos, comprometendo, por isso, a memória, a linguagem e por fim as competências visuais e espaciais. A fisiopatologia da DA ainda hoje não está completamente clara e vários fatores são sugestivos para o seu desenvolvimento, tais como, níveis baixos de acetilcolina, acumulação de placas ß-amiloides, agregação da proteína tau e stress oxidativo. Quanto à DH, é uma doença hereditária autossómica dominante responsável pela formação de uma proteína poliglutamina mutante que tem efeito tóxico. Assim, a diminuição da excitotoxicidade e da disfunção mitocondrial são alguns dos objetivos a atingir com a terapêutica. O principal sintoma é a perda de controlo motor, resultando em movimentos desinibidos e descoordenados, muitas vezes denominados de coreia. Atualmente, nenhuma destas patologias tem cura. Todos os fármacos utilizados são apenas para controlo sintomático melhorando a qualidade de vida dos doentes. Na presente monografia, procede-se à revisão bibliográfica de novos fármacos para o tratamento destas duas doenças neuro-degenerativas abordando algumas das estratégias chave para o desenvolvimento de novas moléculas que possam agir na patogénese da DA e DH. Contudo, um dos principais obstáculos no processo de síntese destes fármacos é a passagem pela barreira hematoencefálica existente no sistema nervoso central. Os esforços têm sido dirigidos para que estes fármacos, além de atuarem no target correto, sejam lipofílicos o suficiente para penetrar nesta barreira fisiológica e assim ter um efeito mais elevado no SNC. |
|---|---|
| Autores principais: | Gonçalves, Fátima Letícia Santos |
| Assunto: | Antioxidantes Doença de Alzheimer Doença de Huntington Doenças neuro-degenerativas Huntingtin Inibidores da acetilcolinesterase Mestrado Integrado - 2015 Stress oxidativo ß-amiloides |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As doenças neuro-degenerativas, exemplificadas pela doença de Alzheimer (DA) e doença de Huntington (DH), são caraterizadas por uma disfunção progressiva do sistema nervoso central. Na DA a sintomatologia está relacionada com a perda de capacidades intelectuais e domínios cognitivos, comprometendo, por isso, a memória, a linguagem e por fim as competências visuais e espaciais. A fisiopatologia da DA ainda hoje não está completamente clara e vários fatores são sugestivos para o seu desenvolvimento, tais como, níveis baixos de acetilcolina, acumulação de placas ß-amiloides, agregação da proteína tau e stress oxidativo. Quanto à DH, é uma doença hereditária autossómica dominante responsável pela formação de uma proteína poliglutamina mutante que tem efeito tóxico. Assim, a diminuição da excitotoxicidade e da disfunção mitocondrial são alguns dos objetivos a atingir com a terapêutica. O principal sintoma é a perda de controlo motor, resultando em movimentos desinibidos e descoordenados, muitas vezes denominados de coreia. Atualmente, nenhuma destas patologias tem cura. Todos os fármacos utilizados são apenas para controlo sintomático melhorando a qualidade de vida dos doentes. Na presente monografia, procede-se à revisão bibliográfica de novos fármacos para o tratamento destas duas doenças neuro-degenerativas abordando algumas das estratégias chave para o desenvolvimento de novas moléculas que possam agir na patogénese da DA e DH. Contudo, um dos principais obstáculos no processo de síntese destes fármacos é a passagem pela barreira hematoencefálica existente no sistema nervoso central. Os esforços têm sido dirigidos para que estes fármacos, além de atuarem no target correto, sejam lipofílicos o suficiente para penetrar nesta barreira fisiológica e assim ter um efeito mais elevado no SNC. |
|---|