Publicação
Resiliência e propósito : Adaptação e transformação da antiga Gráfica do Dafundo para habitação partilhada
| Resumo: | Edificado em 1938, serviu os propósitos de fábrica. Inicialmente como fábrica de condutores elétricos D'Avila, depois como Casa Bertrand, em meados de 1956, e por último como a Gráfica do Dafundo, onde se publicavam jornais e revistas, tais como o Correio da Manhã, entre outras. O imóvel encontra-se devoluto há vários anos e está localizado no Dafundo, situado na frente ribeirinha de Algés, Dafundo e Cruz Quebrada, situada na margem norte do estuário do Tejo. A adaptação e a reabilitação do edifício, visa transformar um espaço, industrial já obsoleto e desmantelado, num ambiente residencial em que o comunitário e o inclusivo, sejam as premissas. A valorização do espaço partilhado, promove a interação social, em detrimento do espaço privado. Pretende-se promover e fomentar uma comunidade diversa com culturas, condições sociais e económicas diferentes, promovendo a partilha, a solidariedade, a inovação, a troca de ideias e reverter o processo de gentrificação. O projeto urbano foi pensado numa lógica de camadas e propõe restabelecer a ligação entre o território habitado e o estuário do Tejo, passando pela resolução das problemáticas identificadas. O presente projeto preserva a leitura arquitetónica e a estrutura existente, com o sistema pilar/viga/pilar, respeitando o património construído e integrando novos usos habitacionais e coletivos na malha estrutural pré-existente. A intervenção assenta na manutenção da imagem do edificado (alçados), na organização do espaço em diferentes tipologias habitacionais (T0, T1, T2) e na criação de áreas comuns como lavandarias, cozinhas comunitárias e salas multifuncionais. Estas tipologias partilhadas visam garantir acessibilidade económica à habitação, oferecendo uma alternativa mais sustentável ao mercado, atenuando a pressão imobiliária local, reforçando o tecido social e a economia da zona. |
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| Autores principais: | Brito,Raquel Nunes Guerreiro de |
| Assunto: | housing rehabilitation sharing/inclusion gentrification Dafundo printing house habitação reabilitação partilha/inclusão gentrificação gráfica do Dafundo |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Edificado em 1938, serviu os propósitos de fábrica. Inicialmente como fábrica de condutores elétricos D'Avila, depois como Casa Bertrand, em meados de 1956, e por último como a Gráfica do Dafundo, onde se publicavam jornais e revistas, tais como o Correio da Manhã, entre outras. O imóvel encontra-se devoluto há vários anos e está localizado no Dafundo, situado na frente ribeirinha de Algés, Dafundo e Cruz Quebrada, situada na margem norte do estuário do Tejo. A adaptação e a reabilitação do edifício, visa transformar um espaço, industrial já obsoleto e desmantelado, num ambiente residencial em que o comunitário e o inclusivo, sejam as premissas. A valorização do espaço partilhado, promove a interação social, em detrimento do espaço privado. Pretende-se promover e fomentar uma comunidade diversa com culturas, condições sociais e económicas diferentes, promovendo a partilha, a solidariedade, a inovação, a troca de ideias e reverter o processo de gentrificação. O projeto urbano foi pensado numa lógica de camadas e propõe restabelecer a ligação entre o território habitado e o estuário do Tejo, passando pela resolução das problemáticas identificadas. O presente projeto preserva a leitura arquitetónica e a estrutura existente, com o sistema pilar/viga/pilar, respeitando o património construído e integrando novos usos habitacionais e coletivos na malha estrutural pré-existente. A intervenção assenta na manutenção da imagem do edificado (alçados), na organização do espaço em diferentes tipologias habitacionais (T0, T1, T2) e na criação de áreas comuns como lavandarias, cozinhas comunitárias e salas multifuncionais. Estas tipologias partilhadas visam garantir acessibilidade económica à habitação, oferecendo uma alternativa mais sustentável ao mercado, atenuando a pressão imobiliária local, reforçando o tecido social e a economia da zona. |
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