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Instituições da economia solidária : o voluntariado

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Resumo:A economia neoclássica assenta no paradigma do homo oeconomicus, em particular na racionalidade perfeita e no self-interest, não tendo em conta que as emoções e as motivações "não racionais", por exemplo a unselfishness, jogam um papel muito importante nas decisões económicas. Todavia, também a reciprocidade e o altruísmo (anomalias da racionalidade perfeita), estão amplamente presentes na esfera humana. Por isso esta dissertação vai questionar se existem mecanismos institucionais que permitam que o altruísmo seja um comportamento criador de riqueza. De acordo com a definição de Acemoglu e Robinson, as instituições "são invenções humanas criadas para estruturar as interações políticas, económicas e sociais ao longo do tempo" e, quando eficientes, tais regras ou normas servem para diminuir o atrito entre os atores. Portanto, o meu trabalho questiona a criação de riqueza por uma rede de voluntariado (em particular o exemplo de uma associação de apoio ao sem-abrigos em Lisboa "CASA") e explora o potencial teórico do conceito capital social. A existência de numerosas organizações voluntárias numa comunidade pode fomentar a confiança e a transmissão de informações, melhorar a coordenação entre os agentes, reduzir a incerteza e monitorar os custos de interações sociais e económicas, ajudando, em última instância, a aliviar as falhas do mercado (e a reduzir o nível de atrito entre os atores). A hipótese de partida considera que dotações de capital social assentes no voluntariado melhora a eficiência dos mercados e facilita as transações, estimulando o crescimento. Neste trabalho observam-se, portanto, as interligações entre voluntariado e desenvolvimento económico.
Autores principais:Ricciardello, Giulia
Assunto:Voluntariado Capital Social Redes Sociais Confiança Volunteering Social Capital Social Networks Trust
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A economia neoclássica assenta no paradigma do homo oeconomicus, em particular na racionalidade perfeita e no self-interest, não tendo em conta que as emoções e as motivações "não racionais", por exemplo a unselfishness, jogam um papel muito importante nas decisões económicas. Todavia, também a reciprocidade e o altruísmo (anomalias da racionalidade perfeita), estão amplamente presentes na esfera humana. Por isso esta dissertação vai questionar se existem mecanismos institucionais que permitam que o altruísmo seja um comportamento criador de riqueza. De acordo com a definição de Acemoglu e Robinson, as instituições "são invenções humanas criadas para estruturar as interações políticas, económicas e sociais ao longo do tempo" e, quando eficientes, tais regras ou normas servem para diminuir o atrito entre os atores. Portanto, o meu trabalho questiona a criação de riqueza por uma rede de voluntariado (em particular o exemplo de uma associação de apoio ao sem-abrigos em Lisboa "CASA") e explora o potencial teórico do conceito capital social. A existência de numerosas organizações voluntárias numa comunidade pode fomentar a confiança e a transmissão de informações, melhorar a coordenação entre os agentes, reduzir a incerteza e monitorar os custos de interações sociais e económicas, ajudando, em última instância, a aliviar as falhas do mercado (e a reduzir o nível de atrito entre os atores). A hipótese de partida considera que dotações de capital social assentes no voluntariado melhora a eficiência dos mercados e facilita as transações, estimulando o crescimento. Neste trabalho observam-se, portanto, as interligações entre voluntariado e desenvolvimento económico.