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Ética e deontologia do professor do 1º ciclo : da 1ª República à actualidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação teve com o objectivo responder às seguintes questões: (1) como esta a ser desenvolvida a avaliação de professores num Agrupamento de Escolas, ao nível do 1º Ciclo do Ensino Básico, que utiliza um processo alternativo ao legislado?; e (ii) como se podem caracterizar as opiniões dos principais stakeholders do Agrupamento, relativamente ao processo de avaliação do desempenho de professores, em desenvolvimento? O enquadramento teórico, partindo da avaliação em educação, focou-se na avaliação dos professores, revendo quer a literatura nacional e internacional na área, quer o enquadramento legal em Portugal, bem como alguns estudos empíricos realizados. Optou-se por uma abordagem de investigação qualitativa e como estratégia de investigação utilizou-se o estudo de caso, pelo seu valor intrínseco. Foram realizadas sete entrevistas, duas das quais colectivas, e fizeram-se cinco observações de reuniões do grupo responsável deste processo de avaliação. Também foram analisados documentos relacionados com a política educativa da escola e outros construídos pelo grupo responsável pela avaliação. O estudo permitiu descrever o processo alternativo de avaliação de professores e centrou-se nas seguintes dimensões: génese, organização e tipo de apoio recebido, objectivos, fases de trabalho do grupo responsável, critérios, fontes de informação e técnicas/instrumentos de recolha, fases do processo e envolvimento com os professores e com a comunidade educativa. As opiniões dos participantes sobre o processo alternativo desenvolvido, sobre o processo legislado e sobre um processo “ideal” de avaliação de professores foram consideradas. Conclui-se que o desenvolvimento deste processo de avaliação de professores, decorrente de um processo de avaliação externa e integrado num plano de melhoria - apesar do seu carácter empírico, pouco sustentado em teorias conceptuais e metodológicas e sem qualquer suporte legal que o apoiasse - só foi possível através da aceitação e participação colaborativa por parte de todos os professores.
Autores principais:Carvalho, Carla Alexandra Felisberto, 1976-
Assunto:Teses de mestrado - 2006 Moral Deontologia 1ª República - Portugal Professores Educação - História
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação teve com o objectivo responder às seguintes questões: (1) como esta a ser desenvolvida a avaliação de professores num Agrupamento de Escolas, ao nível do 1º Ciclo do Ensino Básico, que utiliza um processo alternativo ao legislado?; e (ii) como se podem caracterizar as opiniões dos principais stakeholders do Agrupamento, relativamente ao processo de avaliação do desempenho de professores, em desenvolvimento? O enquadramento teórico, partindo da avaliação em educação, focou-se na avaliação dos professores, revendo quer a literatura nacional e internacional na área, quer o enquadramento legal em Portugal, bem como alguns estudos empíricos realizados. Optou-se por uma abordagem de investigação qualitativa e como estratégia de investigação utilizou-se o estudo de caso, pelo seu valor intrínseco. Foram realizadas sete entrevistas, duas das quais colectivas, e fizeram-se cinco observações de reuniões do grupo responsável deste processo de avaliação. Também foram analisados documentos relacionados com a política educativa da escola e outros construídos pelo grupo responsável pela avaliação. O estudo permitiu descrever o processo alternativo de avaliação de professores e centrou-se nas seguintes dimensões: génese, organização e tipo de apoio recebido, objectivos, fases de trabalho do grupo responsável, critérios, fontes de informação e técnicas/instrumentos de recolha, fases do processo e envolvimento com os professores e com a comunidade educativa. As opiniões dos participantes sobre o processo alternativo desenvolvido, sobre o processo legislado e sobre um processo “ideal” de avaliação de professores foram consideradas. Conclui-se que o desenvolvimento deste processo de avaliação de professores, decorrente de um processo de avaliação externa e integrado num plano de melhoria - apesar do seu carácter empírico, pouco sustentado em teorias conceptuais e metodológicas e sem qualquer suporte legal que o apoiasse - só foi possível através da aceitação e participação colaborativa por parte de todos os professores.