Publicação
Abordagem ao diagnóstico das doenças da próstata no cão
| Resumo: | A próstata é a única glândula sexual acessória nos cães, apresentando especial relevância clínica devido à incidência de doenças que a acometem nesta espécie. O presente estudo teve como principal objetivo avaliar a prevalência das doenças prostáticas em canídeos e inferir sobre a abordagem diagnóstica que é realizada nestas afeções. Nesse sentido, foi estudada uma amostra populacional constituída por 117 animais que foram apresentados ao Serviço de Reprodução e Obstetrícia (SRO) da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa (FMV-UL). Estes cães foram sujeitos a um plano de diagnóstico composto por exame físico e ecografia abdominal. Em alguns casos, foram também efetuadas análises laboratoriais e radiografia. Foi possível efetuar um diagnóstico de doença prostática em 58,9% dos casos. A idade média ao diagnóstico foi de 9 anos, com um aumento do risco de desenvolvimento destas afeções a partir dos 5 anos. Não foi identificada qualquer predisposição racial ou relativa ao peso corporal dos animais. A entidade mais prevalente foi a hiperplasia benigna prostática (HBP) (59%), associada frequentemente a outras doenças da glândula. Cerca de 38,6% dos canídeos apresentaram-se assintomáticos. No entanto, naqueles que mostraram sinais clínicos, o quadro sintomatológico foi geralmente constituído por hematúria ou corrimento uretral sanguinolento e tenesmo. Os exames laboratoriais não revelaram alterações significativas nos cães com doença prostática, à exceção de uma associação entre a hematúria e a presença de prostatopatias. A radiografia mostrou ser um exame complementar útil, mas inferior à ecografia no que compete à sensibilidade e à capacidade informativa. A análise dos sonogramas permitiu alcançar fórmulas matemáticas que definem os valores médios e máximos de altura e comprimento próstaticos, em cães com uma próstata saudável. Assim, este estudo permitiu inferir que a ecografia é o melhor exame para a avaliação da próstata. Os resultados aqui obtidos procuram auxiliar na deteção de alterações dimensionais, enfatizando-se que o tamanho não é o único parâmetro a ser apreciado durante a ecografia, e que a forma, a ecogenicidade, a posição e os contornos nunca devem ser descurados. Ressalva-se ainda a importância do diagnóstico precoce, por forma a alcançar o sucesso clínico nestes casos. |
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| Autores principais: | Viana, Ana Filipa Duarte |
| Assunto: | Cão Próstata Doença prostática Ecografia Dog Prostate Prostatic disease Ultrasonography |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A próstata é a única glândula sexual acessória nos cães, apresentando especial relevância clínica devido à incidência de doenças que a acometem nesta espécie. O presente estudo teve como principal objetivo avaliar a prevalência das doenças prostáticas em canídeos e inferir sobre a abordagem diagnóstica que é realizada nestas afeções. Nesse sentido, foi estudada uma amostra populacional constituída por 117 animais que foram apresentados ao Serviço de Reprodução e Obstetrícia (SRO) da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa (FMV-UL). Estes cães foram sujeitos a um plano de diagnóstico composto por exame físico e ecografia abdominal. Em alguns casos, foram também efetuadas análises laboratoriais e radiografia. Foi possível efetuar um diagnóstico de doença prostática em 58,9% dos casos. A idade média ao diagnóstico foi de 9 anos, com um aumento do risco de desenvolvimento destas afeções a partir dos 5 anos. Não foi identificada qualquer predisposição racial ou relativa ao peso corporal dos animais. A entidade mais prevalente foi a hiperplasia benigna prostática (HBP) (59%), associada frequentemente a outras doenças da glândula. Cerca de 38,6% dos canídeos apresentaram-se assintomáticos. No entanto, naqueles que mostraram sinais clínicos, o quadro sintomatológico foi geralmente constituído por hematúria ou corrimento uretral sanguinolento e tenesmo. Os exames laboratoriais não revelaram alterações significativas nos cães com doença prostática, à exceção de uma associação entre a hematúria e a presença de prostatopatias. A radiografia mostrou ser um exame complementar útil, mas inferior à ecografia no que compete à sensibilidade e à capacidade informativa. A análise dos sonogramas permitiu alcançar fórmulas matemáticas que definem os valores médios e máximos de altura e comprimento próstaticos, em cães com uma próstata saudável. Assim, este estudo permitiu inferir que a ecografia é o melhor exame para a avaliação da próstata. Os resultados aqui obtidos procuram auxiliar na deteção de alterações dimensionais, enfatizando-se que o tamanho não é o único parâmetro a ser apreciado durante a ecografia, e que a forma, a ecogenicidade, a posição e os contornos nunca devem ser descurados. Ressalva-se ainda a importância do diagnóstico precoce, por forma a alcançar o sucesso clínico nestes casos. |
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