Publicação

Comparação do efeito bactericida da activação manual e da activação ultrassónica do NaOCI a 5,25% contra Enterococcus faecalis

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Neste estudo propomos-nos a estudar a irrigação, por ser a fase mais importante na remoção de microrganismos do sistema canalar, permitindo uma limpeza e desinfecção intracanalar compatível com sucesso endodôntico. Comparámos entre si, técnicas de activação manual e de activação mecânica, ambas com o NaOCl a 5,25% na sua capacidade bactericida contra Enterococcus faecalis (E. faecalis) ATCC 51299. Materiais e Métodos: Uma amostra de 66 dentes unirradiculares foi preparada com instrumentos rotativos da ProTaper Universal®. A smear layer foi removida com ácido cítrico a 10% e NaOCl a 5,25%. Esterilizaram-se os dentes em autoclave com um ciclo de 15 minutos a 121º C. Cada grupo experimental foi constituído por 20 dentes e dois grupos de controlo (positivo e negativo) cada um constituído por 3 dentes. Inocularam-se os dentes dos grupos experimentais e os do controlo positivo com com uma suspensão bacterina de E. faecalis. De seguida trataram-se os dentes de cada grupo da seguinte forma. Grupo1: Irrigação com NaOCl a 5,25% activação manual com seringa. Grupo 2: Irrigação com NaOCl a 5,25% com agitação manual-dinâmica. Grupo 3: Irrigação com NaOCl a 5,25% com ProUltra® PiezoFlow™ Ultrasonic Irrigation. A desinfecção foi avaliada pela presença ou ausência de turvação, após colheita da amostra com cones de papel e introduzidos em meio BHI estéril, durante 72 horas. Resultados: Podemos verificar que a agitação manual dinâmica tem valores de eficácia superiores a ambas as técnicas, e que a irrigação ultrassónica passiva tem eficácia superior à activação manual com seringa e inferior eficácia que a agitação manual dinâmica. Conclusão: Neste estudo não conseguimos verificar se as nossas hipóteses foram rejeitadas ou não, devido à contaminação proveniente de uma fonte externa desconhecida, revelando-se ser necessária a realização de um novo ensaio laboratorial para se obterem resultados conclusivos.
Autores principais:Basto, Ana Patrícia Senra
Assunto:Endodontia Teses de mestrado - 2011
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Neste estudo propomos-nos a estudar a irrigação, por ser a fase mais importante na remoção de microrganismos do sistema canalar, permitindo uma limpeza e desinfecção intracanalar compatível com sucesso endodôntico. Comparámos entre si, técnicas de activação manual e de activação mecânica, ambas com o NaOCl a 5,25% na sua capacidade bactericida contra Enterococcus faecalis (E. faecalis) ATCC 51299. Materiais e Métodos: Uma amostra de 66 dentes unirradiculares foi preparada com instrumentos rotativos da ProTaper Universal®. A smear layer foi removida com ácido cítrico a 10% e NaOCl a 5,25%. Esterilizaram-se os dentes em autoclave com um ciclo de 15 minutos a 121º C. Cada grupo experimental foi constituído por 20 dentes e dois grupos de controlo (positivo e negativo) cada um constituído por 3 dentes. Inocularam-se os dentes dos grupos experimentais e os do controlo positivo com com uma suspensão bacterina de E. faecalis. De seguida trataram-se os dentes de cada grupo da seguinte forma. Grupo1: Irrigação com NaOCl a 5,25% activação manual com seringa. Grupo 2: Irrigação com NaOCl a 5,25% com agitação manual-dinâmica. Grupo 3: Irrigação com NaOCl a 5,25% com ProUltra® PiezoFlow™ Ultrasonic Irrigation. A desinfecção foi avaliada pela presença ou ausência de turvação, após colheita da amostra com cones de papel e introduzidos em meio BHI estéril, durante 72 horas. Resultados: Podemos verificar que a agitação manual dinâmica tem valores de eficácia superiores a ambas as técnicas, e que a irrigação ultrassónica passiva tem eficácia superior à activação manual com seringa e inferior eficácia que a agitação manual dinâmica. Conclusão: Neste estudo não conseguimos verificar se as nossas hipóteses foram rejeitadas ou não, devido à contaminação proveniente de uma fonte externa desconhecida, revelando-se ser necessária a realização de um novo ensaio laboratorial para se obterem resultados conclusivos.