Publicação
Recent insights into autoimmune gastritis in childhood : an integrated review of an underestimated condition
| Resumo: | A gastrite autoimune (GAI) é uma entidade nosológica bem caracterizada na população adulta. Embora tenha sido tradicionalmente considerada uma patologia que atinge predominantemente mulheres de idade avançada, estudos clínicos recentes reconhecem esta entidade clínica em doentes pediátricos. É uma doença rara na população pediátrica e frequentemente negligenciada na marcha diagnóstica com atraso no diagnóstico. No entanto, até ao momento, poucos estudos foram elaborados com o intuito de investigar a apresentação clínica, laboratorial e histopatológica em crianças, e ainda são escassos os estudos publicados reportando de forma integrada a literatura sobre AIG na idade pediátrica. OBJETIVOS: Este trabalho teve como objetivo rever a informação disponível sobre a AIG como entidade clínica, para posteriormente analisar e integrar com as informações existentes sobre AIG em séries pediátricas, com particular ênfase na apresentação e especificidades da população pediátrica. MÉTODOS: Por forma a concretizar esta revisão narrativa foram utilizados os motores de busca da PubMed, Mendeley e Cochrane Library. Posteriormente, foi compilada informação de relatos de casos, séries de casos, estudos transversais e estudos retrospetivos a literatura existente realizados em crianças com diagnóstico histológico de AIG avaliando dados demográficos, correlações clínicas, perfil laboratorial e características histopatológicas.CONCLUSÕES: A apresentação clínica de AIG é muito variada na idade pediátrica, sendo anemia ferropénica a principal manifestação reportada. O quadro clínico muitas vezes inespecífico contribui para o atraso diagnóstico reportado em crianças. O perfil laboratorial, achados endoscópicos e histológicos são sobreponíveis aqueles reportados no adulto. Dada a morbilidade a longo prazo associada à AIG, salienta-se a importância do seu reconhecimento e rastreio precoce, bem como do seguimento a longo-termo em populações-alvo. |
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| Autores principais: | Penedo, Ana Simões |
| Assunto: | Autoimmune gastritis Children Paediatric autoimmune gastritis Pernicious anaemia Anti-parietal cell antibodies |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A gastrite autoimune (GAI) é uma entidade nosológica bem caracterizada na população adulta. Embora tenha sido tradicionalmente considerada uma patologia que atinge predominantemente mulheres de idade avançada, estudos clínicos recentes reconhecem esta entidade clínica em doentes pediátricos. É uma doença rara na população pediátrica e frequentemente negligenciada na marcha diagnóstica com atraso no diagnóstico. No entanto, até ao momento, poucos estudos foram elaborados com o intuito de investigar a apresentação clínica, laboratorial e histopatológica em crianças, e ainda são escassos os estudos publicados reportando de forma integrada a literatura sobre AIG na idade pediátrica. OBJETIVOS: Este trabalho teve como objetivo rever a informação disponível sobre a AIG como entidade clínica, para posteriormente analisar e integrar com as informações existentes sobre AIG em séries pediátricas, com particular ênfase na apresentação e especificidades da população pediátrica. MÉTODOS: Por forma a concretizar esta revisão narrativa foram utilizados os motores de busca da PubMed, Mendeley e Cochrane Library. Posteriormente, foi compilada informação de relatos de casos, séries de casos, estudos transversais e estudos retrospetivos a literatura existente realizados em crianças com diagnóstico histológico de AIG avaliando dados demográficos, correlações clínicas, perfil laboratorial e características histopatológicas.CONCLUSÕES: A apresentação clínica de AIG é muito variada na idade pediátrica, sendo anemia ferropénica a principal manifestação reportada. O quadro clínico muitas vezes inespecífico contribui para o atraso diagnóstico reportado em crianças. O perfil laboratorial, achados endoscópicos e histológicos são sobreponíveis aqueles reportados no adulto. Dada a morbilidade a longo prazo associada à AIG, salienta-se a importância do seu reconhecimento e rastreio precoce, bem como do seguimento a longo-termo em populações-alvo. |
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