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Dor crónica : a doença, o impacto e a opiofobia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Enquadramento: A dor crónica afeta 20% da população mundial.[1] Pelo impacto na vida do doente e pelas consequências socioeconómicas, a dor crónica é uma doença por direito próprio[2]. Contudo, tem permanecido subdiagnosticada e ineficazmente tratada.[3][4][5] Os opioides são analgésicos eficazes e confiáveis[6], embora haja resistência entre os profissionais de saúde para prescrevê-los e por parte dos doentes em tomá-los, originando-se a opiofobia.[7] Objetivos: Compreender a dor crónica como doença; analisar a sua epidemiologia; avaliar o seu impacto individual e económico; o seu subtratamento e as razões apontadas para o justificar e aprofundar o conceito de opiofobia. Métodos: Inclusão de 27 artigos científicos após pesquisa na base de dados do Pubmed. Consulta da International Association for the Study of Pain (IASP), European Federation of IASP Chapters (EFIC), do Manual de Dor Crónica e normas emitidas pela Direção Geral de Saúde. Resultados: Segundo Breivik et al[4], a prevalência europeia da dor crónica é 19%. Concretamente em Portugal, segundo Azevedo et al[8], é 36,7%. A dor crónica interfere no sono, na sexualidade, nas relações sociais, na atividade física e na condução e conduz a outras comorbilidades.[4][5] O impacto económico da dor traduz-se nas taxas de absentismo, na baixa produtividade e no abandono do trabalho.[8][9][10] Verificou-se que 31% das pessoas com dor crónica não eram tratadas e 40% estava insatisfeita com a eficácia dos fármacos.[4] Foram identificados três fatores promotores da opiofobia no tratamento da dor crónica: barreiras sociais, falta de conhecimento dos profissionais de saúde e o sistema legal.[7] Conclusão: A dor crónica controlada marca a diferença na vida do doente, no sistema de saúde e na economia do país. A formação sobre analgesia e a criação de guidelines são fundamentais para desmistificar a opiofobia e criar confiança nos opioides.
Autores principais:Silva, Sandra Maurícia Correia
Assunto:Dor crónica Controlo da dor Analgésicos opioides Epidemiologia
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Enquadramento: A dor crónica afeta 20% da população mundial.[1] Pelo impacto na vida do doente e pelas consequências socioeconómicas, a dor crónica é uma doença por direito próprio[2]. Contudo, tem permanecido subdiagnosticada e ineficazmente tratada.[3][4][5] Os opioides são analgésicos eficazes e confiáveis[6], embora haja resistência entre os profissionais de saúde para prescrevê-los e por parte dos doentes em tomá-los, originando-se a opiofobia.[7] Objetivos: Compreender a dor crónica como doença; analisar a sua epidemiologia; avaliar o seu impacto individual e económico; o seu subtratamento e as razões apontadas para o justificar e aprofundar o conceito de opiofobia. Métodos: Inclusão de 27 artigos científicos após pesquisa na base de dados do Pubmed. Consulta da International Association for the Study of Pain (IASP), European Federation of IASP Chapters (EFIC), do Manual de Dor Crónica e normas emitidas pela Direção Geral de Saúde. Resultados: Segundo Breivik et al[4], a prevalência europeia da dor crónica é 19%. Concretamente em Portugal, segundo Azevedo et al[8], é 36,7%. A dor crónica interfere no sono, na sexualidade, nas relações sociais, na atividade física e na condução e conduz a outras comorbilidades.[4][5] O impacto económico da dor traduz-se nas taxas de absentismo, na baixa produtividade e no abandono do trabalho.[8][9][10] Verificou-se que 31% das pessoas com dor crónica não eram tratadas e 40% estava insatisfeita com a eficácia dos fármacos.[4] Foram identificados três fatores promotores da opiofobia no tratamento da dor crónica: barreiras sociais, falta de conhecimento dos profissionais de saúde e o sistema legal.[7] Conclusão: A dor crónica controlada marca a diferença na vida do doente, no sistema de saúde e na economia do país. A formação sobre analgesia e a criação de guidelines são fundamentais para desmistificar a opiofobia e criar confiança nos opioides.