Publicação
Princípios de diagnóstico e tratamento da displasia de desenvolvimento da anca até aos 6 meses de idade
| Resumo: | A displasia de desenvolvimento da anca (DDA), inclui um conjunto vasto de anomalias ao nível da anca que ocorrem durante o período neonatal e a infância. Os fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento de DDA, são: sexo feminino, apresentação pélvica no parto, história familiar e filho primogénito. Outros fatores como o enfaixamento – swaddling – e a altitude também parecem estar associados a esta patologia. Contudo, 75% dos indivíduos diagnosticados com DDA não apresentam nenhum fator de risco para além do sexo feminino. A displasia persistente promove o desenvolvimento de osteoartrose (OA) precoce, responsável pela colocação de 21-29% das próteses totais da anca em indivíduos jovens. O aumento da idade diminui as probabilidades de sucesso terapêutico, sendo imperativo diagnosticar e tratar esta patologia precocemente utilizando os princípios gerais do tratamento e do rastreio da DDA. Até aos 4-5 meses de idade a ultrassonografia é o método de imagem padrão, sendo que a partir dessa altura começa a ocorrer a ossificação da cabeça do fémur, estando por isso recomendada a radiografia. A ultrassonografia tridimensional da anca pode ser tão eficaz a diagnosticar a DDA como a ecografia bidimensional realizada em centros especializados, podendo no futuro pode vir a suplantar a ecografia bidimensional. A ocorrência de necrose avascular da cabeça do fémur como efeito secundário do tratamento, ocorre muito raramente e é sempre de causa iatrogénica. O rastreio da DDA é um tema controverso, sendo que não existem guidelines internacionalmente aceites sobre qual o melhor método de rastreio. Este trabalho tem como objetivo fornecer uma visão abrangente com foco no diagnóstico e princípios do tratamento da displasia de desenvolvimento da anca antes dos 6 meses de idade. O tratamento não cirúrgico, sobretudo o tratamento conservador da displasia de desenvolvimento da anca foi propositadamente abordado mais exaustivamente em detrimento do tratamento cirúrgico. |
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| Autores principais: | Freitas, Inácio Joaquim Oliveira |
| Assunto: | Displasia de desenvolvimento da anca Displasia da anca Ortopedia pediátrica Ecografia Radiografia Tomografia computadorizada |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A displasia de desenvolvimento da anca (DDA), inclui um conjunto vasto de anomalias ao nível da anca que ocorrem durante o período neonatal e a infância. Os fatores de risco bem estabelecidos para o desenvolvimento de DDA, são: sexo feminino, apresentação pélvica no parto, história familiar e filho primogénito. Outros fatores como o enfaixamento – swaddling – e a altitude também parecem estar associados a esta patologia. Contudo, 75% dos indivíduos diagnosticados com DDA não apresentam nenhum fator de risco para além do sexo feminino. A displasia persistente promove o desenvolvimento de osteoartrose (OA) precoce, responsável pela colocação de 21-29% das próteses totais da anca em indivíduos jovens. O aumento da idade diminui as probabilidades de sucesso terapêutico, sendo imperativo diagnosticar e tratar esta patologia precocemente utilizando os princípios gerais do tratamento e do rastreio da DDA. Até aos 4-5 meses de idade a ultrassonografia é o método de imagem padrão, sendo que a partir dessa altura começa a ocorrer a ossificação da cabeça do fémur, estando por isso recomendada a radiografia. A ultrassonografia tridimensional da anca pode ser tão eficaz a diagnosticar a DDA como a ecografia bidimensional realizada em centros especializados, podendo no futuro pode vir a suplantar a ecografia bidimensional. A ocorrência de necrose avascular da cabeça do fémur como efeito secundário do tratamento, ocorre muito raramente e é sempre de causa iatrogénica. O rastreio da DDA é um tema controverso, sendo que não existem guidelines internacionalmente aceites sobre qual o melhor método de rastreio. Este trabalho tem como objetivo fornecer uma visão abrangente com foco no diagnóstico e princípios do tratamento da displasia de desenvolvimento da anca antes dos 6 meses de idade. O tratamento não cirúrgico, sobretudo o tratamento conservador da displasia de desenvolvimento da anca foi propositadamente abordado mais exaustivamente em detrimento do tratamento cirúrgico. |
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