Publicação
Anestesia locorregional no doente com trauma torácico fechado
| Resumo: | Introdução: O trauma torácico, particularmente o resultante em fraturas de costelas, associa-se a elevada morbimortalidade. O controlo eficaz da dor aguda com uma abordagem multimodal, reflete-se na melhoria da função respiratória e diminuição de complicações associadas ao traumatismo, impactando a qualidade de vida após o evento. Apesar disso, a evidência relativamente à superioridade de determinada estratégia analgésica, convencional (AC) vs. locorregional (ALR), é ainda escassa. Objetivo: Perceber se as técnicas analgésicas locorregionais torácicas eram mais eficazes no controlo da dor do que a analgesia convencional. Métodos: Estudo de coorte, retrospetivo, observacional e analítico dos registos clínicos de doentes admitidos com trauma torácico fechado num hospital terciário português, entre abril e novembro de 2023. As principais variáveis em estudo foram a evolução da escala numérica da dor, a dose diária equivalente de morfina, a técnica locorregional utilizada, a SpO2, o TTSS, o tempo de internamento e a mortalidade a 30 dias. Resultados: No grupo ALR, verificou-se uma diminuição da dor às 24h (p=0,048) e às 72h (p=0,025). O subgrupo ALR periférica reportou menor dor às 48h que o subgrupo ALR epidural (p=0,016). A média de dias de internamento foi de 15,5 dias, sem diferenças significativas entre grupos. 16,7% dos doentes necessitaram de internamento em cuidados intensivos, tendo 8% necessitado de ventilação mecânica invasiva. Não se observaram diferenças significativas no desenvolvimento de complicações respiratórias, como síndrome de dificuldade respiratória aguda ou pneumonia. A mortalidade a 30 dias foi de 0%. Discussão: Doentes submetidos a ALR referem uma diminuição significativa da dor comparativamente aos submetidos a AC, particularmente quando utilizadas técnicas periféricas. O tipo de analgesia não influenciou o tempo de internamento nem o desenvolvimento de complicações de forma estatisticamente significativa. |
|---|---|
| Autores principais: | Cunha, Ana Sofia Rodrigues |
| Assunto: | Trauma torácico Fratura de costelas Analgesia locorregional Analgesia epidural Bloqueio do plano do serrátus anterior Anestesiologia |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O trauma torácico, particularmente o resultante em fraturas de costelas, associa-se a elevada morbimortalidade. O controlo eficaz da dor aguda com uma abordagem multimodal, reflete-se na melhoria da função respiratória e diminuição de complicações associadas ao traumatismo, impactando a qualidade de vida após o evento. Apesar disso, a evidência relativamente à superioridade de determinada estratégia analgésica, convencional (AC) vs. locorregional (ALR), é ainda escassa. Objetivo: Perceber se as técnicas analgésicas locorregionais torácicas eram mais eficazes no controlo da dor do que a analgesia convencional. Métodos: Estudo de coorte, retrospetivo, observacional e analítico dos registos clínicos de doentes admitidos com trauma torácico fechado num hospital terciário português, entre abril e novembro de 2023. As principais variáveis em estudo foram a evolução da escala numérica da dor, a dose diária equivalente de morfina, a técnica locorregional utilizada, a SpO2, o TTSS, o tempo de internamento e a mortalidade a 30 dias. Resultados: No grupo ALR, verificou-se uma diminuição da dor às 24h (p=0,048) e às 72h (p=0,025). O subgrupo ALR periférica reportou menor dor às 48h que o subgrupo ALR epidural (p=0,016). A média de dias de internamento foi de 15,5 dias, sem diferenças significativas entre grupos. 16,7% dos doentes necessitaram de internamento em cuidados intensivos, tendo 8% necessitado de ventilação mecânica invasiva. Não se observaram diferenças significativas no desenvolvimento de complicações respiratórias, como síndrome de dificuldade respiratória aguda ou pneumonia. A mortalidade a 30 dias foi de 0%. Discussão: Doentes submetidos a ALR referem uma diminuição significativa da dor comparativamente aos submetidos a AC, particularmente quando utilizadas técnicas periféricas. O tipo de analgesia não influenciou o tempo de internamento nem o desenvolvimento de complicações de forma estatisticamente significativa. |
|---|