Publicação
Relação entre a composição e estrutura da vegetação e as características físico-químicas do solo na interface terra-mar na Guiné-Bissau
| Resumo: | A Guiné-Bissau é um país da África Ocidental com uma extensa zona costeira de baixa altitude, onde vive grande parte da população. Na interface terra-mar há um gradiente de altitude muito suave onde se desenvolvem diferentes tipos de vegetação, desde a vegetação florestal costeira até aos mangais, ocorrendo nas zonas intermédias vegetação herbácea, incluindo o agroecossistema que é a bolanha de água salgada, campos de arroz em parcelas de mangal convertido. Esta dissertação foi realizada no âmbito do Projeto MARGINS (PTDC/SOC-ANT/0741/2021) e teve como principal objetivo caracterizar a relação entre a composição e estrutura da vegetação e as características físico-químicas do solo na interface terra-mar. Para tal foram selecionadas três áreas de estudo no norte, centro e sul da Guiné-Bissau (respetivamente em Susana, Ondame e Mato Farroba), nas quais foram realizados transectos para estudo da vegetação e dos solos, com parcelas distribuídas no sentido terra-mar. A primeira componente da ordenação PCA efetuada com dados de solo e vegetação permitiu definir o gradiente de salinidade como o fator que mais contribui para a variabilidade nas amostras, seguido do teor de amónia no solo. Para a segunda componente da PCA são as variáveis de estrutura e composição da vegetação que mais contribuem. Em relação às espécies e tipos de vegetação, ocorre um maior número de espécies nos tipos de vegetação com substratos de menor salinidade (vegetação terrestre, lalas superiores, bolanhas) do que nos tipos de vegetação que se desenvolvem em solos salgados (mangal, vegetação herbácea rasteira, lalas inferiores) o que está relacionado com a necessidade das plantas que aqui se desenvolvem terem mecanismos de tolerância ao stress salino. Por outro lado, o agroecossistema bolanha é um dos tipos de vegetação com maior diversidade de espécies nesta zona de fronteira entre a terra e o mar. |
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| Autores principais: | Costa, Maira Simone da |
| Assunto: | África Ocidental Agroecossistema Arroz de mangal Ecossistemas costeiros Mangal Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Guiné-Bissau é um país da África Ocidental com uma extensa zona costeira de baixa altitude, onde vive grande parte da população. Na interface terra-mar há um gradiente de altitude muito suave onde se desenvolvem diferentes tipos de vegetação, desde a vegetação florestal costeira até aos mangais, ocorrendo nas zonas intermédias vegetação herbácea, incluindo o agroecossistema que é a bolanha de água salgada, campos de arroz em parcelas de mangal convertido. Esta dissertação foi realizada no âmbito do Projeto MARGINS (PTDC/SOC-ANT/0741/2021) e teve como principal objetivo caracterizar a relação entre a composição e estrutura da vegetação e as características físico-químicas do solo na interface terra-mar. Para tal foram selecionadas três áreas de estudo no norte, centro e sul da Guiné-Bissau (respetivamente em Susana, Ondame e Mato Farroba), nas quais foram realizados transectos para estudo da vegetação e dos solos, com parcelas distribuídas no sentido terra-mar. A primeira componente da ordenação PCA efetuada com dados de solo e vegetação permitiu definir o gradiente de salinidade como o fator que mais contribui para a variabilidade nas amostras, seguido do teor de amónia no solo. Para a segunda componente da PCA são as variáveis de estrutura e composição da vegetação que mais contribuem. Em relação às espécies e tipos de vegetação, ocorre um maior número de espécies nos tipos de vegetação com substratos de menor salinidade (vegetação terrestre, lalas superiores, bolanhas) do que nos tipos de vegetação que se desenvolvem em solos salgados (mangal, vegetação herbácea rasteira, lalas inferiores) o que está relacionado com a necessidade das plantas que aqui se desenvolvem terem mecanismos de tolerância ao stress salino. Por outro lado, o agroecossistema bolanha é um dos tipos de vegetação com maior diversidade de espécies nesta zona de fronteira entre a terra e o mar. |
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