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Fluorose e cárie dentária na ilha de São Miguel

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A finalidade deste trabalho é contribuir para o estudo das doenças orais e dos comportamentos com estas relacionadas, nos jovens de 12 anos da Ilha de São Miguel. Os seus objetivos específicos são: estudar comportamentos de saúde oral e a prevalência de cárie e fluorose dentária, bem como os seus principais determinantes. Foi utilizada informação previamente recolhida no III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, realizado em 2012. Este estudo incluiu 145 indivíduos de 12 anos da Ilha de São Miguel, utilizou os critérios do International Caries Detection and Assessment System, e o índice de Dean. Foi realizada a análise descritiva e utilizados o Teste Exato de Fisher e os testes de Qui-quadrado, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis (α=0,05). A maioria dos participantes escovava os dentes duas ou mais vezes por dia (72,4%) com dentífrico fluoretado (44,1%), não usava fio dentário (81,9%) e já tinha visitado um médico dentista (75,4%). A prevalência de cárie foi 29,6% e o valor médio do CPOD foi 0,67. A prevalência de fluorose dentária foi de 24,1% e o valor médio do Índice de Dean foi 0,44. A cárie dentária revelou-se associada à visita ao médico dentista e a uma pior perceção do estado de saúde oral (p<0,05). A fluorose dentária demonstrou-se associada ao nível de instrução da mãe (p<0,05). A população demonstrou, de um modo geral, bons comportamentos de saúde oral. No que se refere à prevalência e gravidade de cárie dentária, os resultados revelaram, na ilha de São Miguel, um CPOD e índice médio de Dean baixos. Verificou-se uma associação positiva entre a cárie e a visita ao dentista e uma relação inversa com a perceção do estado de saúde oral. As crianças cujas mães tinham um nível de instrução mais alto apresentaram mais fluorose dentária.
Autores principais:Teixeira, Rita Miranda
Assunto:Teses de mestrado - 2019 Saúde Oral
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A finalidade deste trabalho é contribuir para o estudo das doenças orais e dos comportamentos com estas relacionadas, nos jovens de 12 anos da Ilha de São Miguel. Os seus objetivos específicos são: estudar comportamentos de saúde oral e a prevalência de cárie e fluorose dentária, bem como os seus principais determinantes. Foi utilizada informação previamente recolhida no III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, realizado em 2012. Este estudo incluiu 145 indivíduos de 12 anos da Ilha de São Miguel, utilizou os critérios do International Caries Detection and Assessment System, e o índice de Dean. Foi realizada a análise descritiva e utilizados o Teste Exato de Fisher e os testes de Qui-quadrado, Mann-Whitney e Kruskal-Wallis (α=0,05). A maioria dos participantes escovava os dentes duas ou mais vezes por dia (72,4%) com dentífrico fluoretado (44,1%), não usava fio dentário (81,9%) e já tinha visitado um médico dentista (75,4%). A prevalência de cárie foi 29,6% e o valor médio do CPOD foi 0,67. A prevalência de fluorose dentária foi de 24,1% e o valor médio do Índice de Dean foi 0,44. A cárie dentária revelou-se associada à visita ao médico dentista e a uma pior perceção do estado de saúde oral (p<0,05). A fluorose dentária demonstrou-se associada ao nível de instrução da mãe (p<0,05). A população demonstrou, de um modo geral, bons comportamentos de saúde oral. No que se refere à prevalência e gravidade de cárie dentária, os resultados revelaram, na ilha de São Miguel, um CPOD e índice médio de Dean baixos. Verificou-se uma associação positiva entre a cárie e a visita ao dentista e uma relação inversa com a perceção do estado de saúde oral. As crianças cujas mães tinham um nível de instrução mais alto apresentaram mais fluorose dentária.