Publicação
Uma estátua de "Mars Ultor" de "Felicitas Iulia Olisipo" (Lisboa)? Em busca de uma estátua perdida
| Resumo: | Na sequência da reconstrução da cidade de Lisboa depois do grande terremoto de 1755, foi identificado em 1771 um edifício termal público de época romana, usualmente conhecido como Thermae Cassiorum, por uma inscrição ali encontrada, no sítio das Pedras Negras, local onde se ergueu o Palácio do Correio Mor do Reino. No interior do arruinado edifício foi encontrada uma estátua couraçada em mármore branco de excelente qualidade, da qual existem três descrições, realizadas por diferentes informadores, Thomaz Caetano de Bem, Caetano Joze Mendes e Manuel Rodrigues Maia. Compilando a informação existente é possível supor tratar-se de uma estátua de Mars Ultor, seguindo o modelo dos Museus Capitolinos de Roma: estátua couraçada em tamanho natural, cabeça barbada com elmo ornado, segurando no braço esquerdo um escudo e com caligae nos pés. Os informadores dizem que a estátua foi guardada na Sala do Risco, o que significa ter recebido à época o devido cuidado e atenção. Contudo, não se conhece o seu paradeiro, nem nenhum desenho da mesma. As razões do seu “desaparecimento” poderão ser: ter dado entrada em alguma colecção privada onde ainda se conservará (a menos provável), ter sido levada pelas tropas francesas ou inglesas, no decurso da Guerra Peninsular. A busca do seu paradeiro tem de continuar. |
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| Autores principais: | Fabião, Carlos |
| Assunto: | Estátua Mars Ultor Olisipo Lusitania Statue |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Na sequência da reconstrução da cidade de Lisboa depois do grande terremoto de 1755, foi identificado em 1771 um edifício termal público de época romana, usualmente conhecido como Thermae Cassiorum, por uma inscrição ali encontrada, no sítio das Pedras Negras, local onde se ergueu o Palácio do Correio Mor do Reino. No interior do arruinado edifício foi encontrada uma estátua couraçada em mármore branco de excelente qualidade, da qual existem três descrições, realizadas por diferentes informadores, Thomaz Caetano de Bem, Caetano Joze Mendes e Manuel Rodrigues Maia. Compilando a informação existente é possível supor tratar-se de uma estátua de Mars Ultor, seguindo o modelo dos Museus Capitolinos de Roma: estátua couraçada em tamanho natural, cabeça barbada com elmo ornado, segurando no braço esquerdo um escudo e com caligae nos pés. Os informadores dizem que a estátua foi guardada na Sala do Risco, o que significa ter recebido à época o devido cuidado e atenção. Contudo, não se conhece o seu paradeiro, nem nenhum desenho da mesma. As razões do seu “desaparecimento” poderão ser: ter dado entrada em alguma colecção privada onde ainda se conservará (a menos provável), ter sido levada pelas tropas francesas ou inglesas, no decurso da Guerra Peninsular. A busca do seu paradeiro tem de continuar. |
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