Publicação
A política em Hannah Arendt: ambiente, lugar por excelência do fenómeno político
| Resumo: | “O que estamos a fazer?” – questão que se coloca após tomarmos consciência que vivemos em colisão com o sistema ecológico do planeta. A mesma questão impôs-se a Hannah Arendt quando, na vivência dos tempos sombrios do século XX, verificou que a humanidade vivia em conflito consigo própria. Arendt é uma pensadora do começo. Neste contexto, e porque a crise ambiental é uma questão pública e política que se impõe, com Arendt procurámos o sentido das duas categorias, visando resgatar uma nova cidadania consciente da sua pertença ao mundos natural e humano, a partir da qual encontre uma via de recuperação dos mesmos. Assim, tendo por base a análise arendtiana da tripla dimensão da vita activa, labor, trabalho e acção, interpretámos o pensamento de Arendt sob duas perspectivas: na vertente política, porque encerra em si a possibilidade do novo e convoca a participação de todos, e na vertente ambiental, enquanto contexto promotor da acção política. Ambas revelam uma pensadora pioneira na interpretação da sociedade de risco e comprovam que a asfixia do planeta não é indiferente à crise civilizacional. The Human Condition (1958) é o livro de referência, embora toda a obra concorra para a tese que propomos: o Ambiente como lugar, por excelência, do fenómeno político. O cinema, enquanto arte política, tem aqui espaço. Surge através da interpretação dos filmes Notre Musique de Godard (2004) e An Inconvenient Truth de Al Gore (2006), que confirmam a actualidade do pensamento arendtiano e consolidam a nossa reflexão. Embora em contextos diferentes, estes autores partilham com Arendt o apelo ao regresso ao mundo e à Terra através da acção pública e política. Apelo que reforçamos. |
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| Autores principais: | Marques, Fernanda Paula Martins Cunha |
| Assunto: | Arendt, Hannah, 1906-1975 - Crítica e interpretação Filosofia política Filosofia da natureza Teses de mestrado - 2008 |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | “O que estamos a fazer?” – questão que se coloca após tomarmos consciência que vivemos em colisão com o sistema ecológico do planeta. A mesma questão impôs-se a Hannah Arendt quando, na vivência dos tempos sombrios do século XX, verificou que a humanidade vivia em conflito consigo própria. Arendt é uma pensadora do começo. Neste contexto, e porque a crise ambiental é uma questão pública e política que se impõe, com Arendt procurámos o sentido das duas categorias, visando resgatar uma nova cidadania consciente da sua pertença ao mundos natural e humano, a partir da qual encontre uma via de recuperação dos mesmos. Assim, tendo por base a análise arendtiana da tripla dimensão da vita activa, labor, trabalho e acção, interpretámos o pensamento de Arendt sob duas perspectivas: na vertente política, porque encerra em si a possibilidade do novo e convoca a participação de todos, e na vertente ambiental, enquanto contexto promotor da acção política. Ambas revelam uma pensadora pioneira na interpretação da sociedade de risco e comprovam que a asfixia do planeta não é indiferente à crise civilizacional. The Human Condition (1958) é o livro de referência, embora toda a obra concorra para a tese que propomos: o Ambiente como lugar, por excelência, do fenómeno político. O cinema, enquanto arte política, tem aqui espaço. Surge através da interpretação dos filmes Notre Musique de Godard (2004) e An Inconvenient Truth de Al Gore (2006), que confirmam a actualidade do pensamento arendtiano e consolidam a nossa reflexão. Embora em contextos diferentes, estes autores partilham com Arendt o apelo ao regresso ao mundo e à Terra através da acção pública e política. Apelo que reforçamos. |
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