Publicação
Prevalence and predictors of persistent COVID-19 symptoms, and quality of life assessment 6 months after hospital discharge
| Resumo: | As consequências a longo prazo da COVID-19 e o seu impacto na qualidade de vida relacionada com a saúde (HRQoL) permanecem indefinidos. O objetivo deste estudo foi descrever e caracterizar os sintomas persistentes e a HRQoL em doentes com COVID-19 aos seis meses após alta hospitalar, e investigar o impacto da Long-COVID-19 na HRQoL. Estudo transversal prospetivo incluindo todos os doentes com COVID-19 com idade igual ou superior a 18 anos que tiveram alta do Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, entre 1 de dezembro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Foram excluídos grávidas, doentes assintomáticos, acamados, com défice intelectual, doentes que recusaram participação, não atenderam ou não falavam português. Os sintomas pós-alta e a HRQoL foram avaliados através de questionário telefónico. Aplicaram-se testes estatísticos conforme adequado. Foram incluídos 117 doentes, sendo 53.8% do género masculino e a idade mediana 59 anos. Aos seis meses após alta hospitalar, 62.4% dos doentes (n=73) reportaram pelo menos um sintoma atribuível ao Long-COVID-19. A fadiga (54.7%) foi o sintoma persistente mais frequente. Nenhum fator de risco para fadiga persistente foi identificado. Aos seis meses, 69.2% dos doentes (n=81) apresentaram comprometimento em pelo menos um domínio do questionário EuroQoL-5D de 3 níveis (EQ-5D-3L). A média do índice EQ-5D-3L foi de 0.71±0.25. Verificou-se uma associação entre o género feminino e a diminuição da HRQoL. Após o ajuste multivariável, os sintomas persistentes permaneceram associados ao comprometimento da HRQoL (OR multivariável 3.43, IC 95% 1.33 – 8.80). Aos seis meses após alta hospitalar, mais de metade dos doentes com COVID-19 apresenta pelo menos um sintoma persistente, sendo a fadiga o mais frequente. A maioria dos doentes também apresenta redução na qualidade de vida. O género feminino e o Long-COVID-19 parecem estar associados ao comprometimento da HRQoL. |
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| Autores principais: | Bolas, Ana Filipa da Cruz |
| Assunto: | Long COVID-19 Persistent symptoms Post-COVID condition Fatigue Health-related quality of life |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As consequências a longo prazo da COVID-19 e o seu impacto na qualidade de vida relacionada com a saúde (HRQoL) permanecem indefinidos. O objetivo deste estudo foi descrever e caracterizar os sintomas persistentes e a HRQoL em doentes com COVID-19 aos seis meses após alta hospitalar, e investigar o impacto da Long-COVID-19 na HRQoL. Estudo transversal prospetivo incluindo todos os doentes com COVID-19 com idade igual ou superior a 18 anos que tiveram alta do Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, entre 1 de dezembro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. Foram excluídos grávidas, doentes assintomáticos, acamados, com défice intelectual, doentes que recusaram participação, não atenderam ou não falavam português. Os sintomas pós-alta e a HRQoL foram avaliados através de questionário telefónico. Aplicaram-se testes estatísticos conforme adequado. Foram incluídos 117 doentes, sendo 53.8% do género masculino e a idade mediana 59 anos. Aos seis meses após alta hospitalar, 62.4% dos doentes (n=73) reportaram pelo menos um sintoma atribuível ao Long-COVID-19. A fadiga (54.7%) foi o sintoma persistente mais frequente. Nenhum fator de risco para fadiga persistente foi identificado. Aos seis meses, 69.2% dos doentes (n=81) apresentaram comprometimento em pelo menos um domínio do questionário EuroQoL-5D de 3 níveis (EQ-5D-3L). A média do índice EQ-5D-3L foi de 0.71±0.25. Verificou-se uma associação entre o género feminino e a diminuição da HRQoL. Após o ajuste multivariável, os sintomas persistentes permaneceram associados ao comprometimento da HRQoL (OR multivariável 3.43, IC 95% 1.33 – 8.80). Aos seis meses após alta hospitalar, mais de metade dos doentes com COVID-19 apresenta pelo menos um sintoma persistente, sendo a fadiga o mais frequente. A maioria dos doentes também apresenta redução na qualidade de vida. O género feminino e o Long-COVID-19 parecem estar associados ao comprometimento da HRQoL. |
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