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Pensamentos automáticos, esperança e satisfação com a vida na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação tem como objetivos (a) realizar estudos psicométricos da versão portuguesa do Children’s Automatic Thoughts Scale – Negative/ Positive (CATS-N/P), da Escala de Esperança para Crianças (EEC) e da Escala de Satisfação com a Vida (ESV); (b) identificar diferenças no conteúdo dos pensamentos automáticos e nos níveis de esperança e de satisfação com a vida, em função do sexo e grupo etário e (c) analisar de que forma se relacionam entre si os pensamentos automáticos, a esperança e a satisfação com a vida. Os dados foram recolhidos de uma amostra não-clínica de 330 adolescentes (10 - 19 anos). O CATS-N/P revelou estruturas fatoriais diferentes nos vários grupos etários, sugerindo a existência de uma estruturação cognitiva distinta ao longo do desenvolvimento. Esta escala parece uma medida promissora para a avaliação de pensamentos automáticos em adolescentes, necessitando, porém, de mais estudos psicométricos. A EEC e a ESV demonstraram boas qualidades psicométricas para utilização com a população adolescente portuguesa. Os resultados apontam para a inexistência de diferenças entre os grupos etários no conteúdo dos pensamentos automáticos, nos níveis de esperança e nos níveis de satisfação com a vida. No entanto, verificam-se diferenças entre rapazes e raparigas nestas variáveis. Os rapazes reportam mais pensamentos positivos e de hostilidade, enquanto as raparigas têm pensamentos relativos a uma visão negativa de si com maior frequência. Os rapazes reportam ainda níveis significativamente superiores de esperança e de satisfação com a vida. Os jovens que reportam mais pensamentos positivos têm mais esperança e satisfação com a vida, ocorrendo o inverso para os jovens com mais pensamentos de visão negativa de si. Os adolescentes com mais esperança referem também mais satisfação com a vida. A esperança, os pensamentos positivos, os pensamentos de visão negativa de si e de hostilidade parecem constituir bons preditores da satisfação com a vida.
Autores principais:Santos, Isabel Maria Oliveira
Assunto:Esperança Satisfação com a vida Adolescentes - Psicologia Adolescência Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação tem como objetivos (a) realizar estudos psicométricos da versão portuguesa do Children’s Automatic Thoughts Scale – Negative/ Positive (CATS-N/P), da Escala de Esperança para Crianças (EEC) e da Escala de Satisfação com a Vida (ESV); (b) identificar diferenças no conteúdo dos pensamentos automáticos e nos níveis de esperança e de satisfação com a vida, em função do sexo e grupo etário e (c) analisar de que forma se relacionam entre si os pensamentos automáticos, a esperança e a satisfação com a vida. Os dados foram recolhidos de uma amostra não-clínica de 330 adolescentes (10 - 19 anos). O CATS-N/P revelou estruturas fatoriais diferentes nos vários grupos etários, sugerindo a existência de uma estruturação cognitiva distinta ao longo do desenvolvimento. Esta escala parece uma medida promissora para a avaliação de pensamentos automáticos em adolescentes, necessitando, porém, de mais estudos psicométricos. A EEC e a ESV demonstraram boas qualidades psicométricas para utilização com a população adolescente portuguesa. Os resultados apontam para a inexistência de diferenças entre os grupos etários no conteúdo dos pensamentos automáticos, nos níveis de esperança e nos níveis de satisfação com a vida. No entanto, verificam-se diferenças entre rapazes e raparigas nestas variáveis. Os rapazes reportam mais pensamentos positivos e de hostilidade, enquanto as raparigas têm pensamentos relativos a uma visão negativa de si com maior frequência. Os rapazes reportam ainda níveis significativamente superiores de esperança e de satisfação com a vida. Os jovens que reportam mais pensamentos positivos têm mais esperança e satisfação com a vida, ocorrendo o inverso para os jovens com mais pensamentos de visão negativa de si. Os adolescentes com mais esperança referem também mais satisfação com a vida. A esperança, os pensamentos positivos, os pensamentos de visão negativa de si e de hostilidade parecem constituir bons preditores da satisfação com a vida.