Publicação
Prevalência de náuseas e vómitos em cuidados paliativos
| Resumo: | Os desafios apresentados pelos doentes em cuidados paliativos são vastos. Entre eles, a gestão, prevenção e controlo de sintomas surgem como sendo dos mais importantes. Sendo as náuseas e vómitos dos sintomas mais frequentes nesta população, urge ampliar o conhecimento sobre esta matéria. Realizou-se um estudo quantitativo, observacional, descritivo e retrospetivo com o objetivo de determinar a prevalência de náuseas e vómitos no momento da admissão numa Unidade de Cuidados Paliativos de Agudos, entre 1 de Janeiro de 2018 e 31 de Dezembro de 2018. Como objetivos secundários, pretendeu-se caracterizar a população de doentes com náuseas e vómitos em cuidados paliativos segundo dados sociodemográficos, características individuais e clínicas e associação de náuseas e vómitos com outros sintomas coexistentes. Foram incluídos neste estudo 187 doentes. A média de idades foi 73,18 anos (IC 95% 71,35-75,00), com 55,5% do sexo masculino, apresentando 91,4% como diagnóstico principal doença oncológica, sendo a neoplasia de pulmão a mais frequente (19,3%). A metastização mais frequente foi a hepática (35,8%). Em média, cada integrante no estudo apresentava 3,27 sintomas descontrolados, sendo o mais frequente a dor (50,8%). Os vómitos assumiram-se como o 6º sintoma mais prevalente (16,6%), enquanto as náuseas foram menos frequentes que estes, sendo o 13º sintoma mais prevalente (10,2%). Apesar de se ter encontrado uma relação estatisticamente significativa entre náuseas e as variáveis número de sintomas e diagnóstico principal de neoplasia primária desconhecida; e entre vómitos e a variável depressão, não se pode concluir que estas relações são clinicamente relevantes. Estes dados tornam-se relevantes para futuras intervenções em saúde, permitindo, através da inclusão dos mesmos, criar programas de promoção da saúde mais adequados à nossa população. |
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| Autores principais: | Pinto, Hélder Joaquim Alves |
| Assunto: | Cuidados paliativos Náusea Vómitos Prevalência Sintomas Teses de mestrado - 2024 |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os desafios apresentados pelos doentes em cuidados paliativos são vastos. Entre eles, a gestão, prevenção e controlo de sintomas surgem como sendo dos mais importantes. Sendo as náuseas e vómitos dos sintomas mais frequentes nesta população, urge ampliar o conhecimento sobre esta matéria. Realizou-se um estudo quantitativo, observacional, descritivo e retrospetivo com o objetivo de determinar a prevalência de náuseas e vómitos no momento da admissão numa Unidade de Cuidados Paliativos de Agudos, entre 1 de Janeiro de 2018 e 31 de Dezembro de 2018. Como objetivos secundários, pretendeu-se caracterizar a população de doentes com náuseas e vómitos em cuidados paliativos segundo dados sociodemográficos, características individuais e clínicas e associação de náuseas e vómitos com outros sintomas coexistentes. Foram incluídos neste estudo 187 doentes. A média de idades foi 73,18 anos (IC 95% 71,35-75,00), com 55,5% do sexo masculino, apresentando 91,4% como diagnóstico principal doença oncológica, sendo a neoplasia de pulmão a mais frequente (19,3%). A metastização mais frequente foi a hepática (35,8%). Em média, cada integrante no estudo apresentava 3,27 sintomas descontrolados, sendo o mais frequente a dor (50,8%). Os vómitos assumiram-se como o 6º sintoma mais prevalente (16,6%), enquanto as náuseas foram menos frequentes que estes, sendo o 13º sintoma mais prevalente (10,2%). Apesar de se ter encontrado uma relação estatisticamente significativa entre náuseas e as variáveis número de sintomas e diagnóstico principal de neoplasia primária desconhecida; e entre vómitos e a variável depressão, não se pode concluir que estas relações são clinicamente relevantes. Estes dados tornam-se relevantes para futuras intervenções em saúde, permitindo, através da inclusão dos mesmos, criar programas de promoção da saúde mais adequados à nossa população. |
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