Publicação

Piratýpe: uma linguagem da pesca e do consumo de peixes entre os Guaraní

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo apresenta a linguagem da pesca, de acordo com os dicionários Tesoro e Vocabulario de la lengua Guaraní, publicados entre 1639 e 1640, pelo missionário jesuíta Antonio Ruiz de Montoya. Destaca-se também um caso de armadilhas de pesca arqueológicas no rio Ivaí, Estado do Paraná, Brasil. Foram selecionadas 335 palavras e frases para algumas descrições e para compor cenários etnográficos. O objetivo é mostrar que a pesca era estruturada por um sistema de conhecimentos ecológicos tradicionais dos Guaraní, com grande persistência de práticas e adaptabilidades em uma vasta região. O léxico apresenta grande potencial para orientar a compreensão das práticas pesqueiras no entorno dos sítios etnográficos e arqueológicos, assim como para contribuir com estudos histórico-comparativos de línguas do tronco Tupí.
Autores principais:Noelli, Francisco Silva
Assunto:Língua Conhecimento tradicional Taxonomia pesqueira Tecnologia da pesca Language Traditional ecological knowledge Fishery taxonomy Fishery technology
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este artigo apresenta a linguagem da pesca, de acordo com os dicionários Tesoro e Vocabulario de la lengua Guaraní, publicados entre 1639 e 1640, pelo missionário jesuíta Antonio Ruiz de Montoya. Destaca-se também um caso de armadilhas de pesca arqueológicas no rio Ivaí, Estado do Paraná, Brasil. Foram selecionadas 335 palavras e frases para algumas descrições e para compor cenários etnográficos. O objetivo é mostrar que a pesca era estruturada por um sistema de conhecimentos ecológicos tradicionais dos Guaraní, com grande persistência de práticas e adaptabilidades em uma vasta região. O léxico apresenta grande potencial para orientar a compreensão das práticas pesqueiras no entorno dos sítios etnográficos e arqueológicos, assim como para contribuir com estudos histórico-comparativos de línguas do tronco Tupí.