Publicação

Tratamento da Hepatite C Crónica

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O vírus da hepatite C é o responsável pelo desenvolvimento da hepatite C crónica, que pode evoluir, ao longo dos anos, para cirrose ou carcinoma hepatocelular, tornando-se o prognóstico reservado nestas situações. A identificação e caracterização deste vírus, em 1989, permitiu o estudo dos vários genótipos do vírus e da evolução da doença hepática, desde a infecção até à hepatite aguda ou crónica. A via de transmissão principal do vírus é através da exposição directa ao sangue contaminado. O vírus é endémico em muitos locais do mundo, sendo que aproximadamente 3% da população mundial está infectada (170 milhões de pessoas). O diagnóstico da infecção, aguda ou crónica, requer a determinação dos anticorpos anti-vírus da hepatite C ou do genoma viral, por meio de testes laboratoriais. O tratamento standard da hepatite C crónica, em doentes com o genótipo 1, engloba o peginterferão alfa em associação com a ribavirina durante 48 semanas, o que resulta numa taxa de resposta virológica mantida em 40-50% dos indivíduos. A aprovação dos novos fármacos antivirais para os indivíduos com o genótipo 1, como o boceprevir e o telaprevir, contribuiu para o aumento substancial das taxas de resposta virológica rápida e mantida, em comparação com a terapêutica dupla. No entanto, as baixas taxas de resposta em doentes não respondedores à terapêutica prévia, a emergência de resistências e os efeitos adversos associados ao tratamento, levaram à necessidade de se descobrirem novos fármacos antivirais, com mais sensibilidade, maior barreira à resitência viral e com poucos efeitos secundários associados. Recentemente, foram aprovados o sofosbuvir e o simeprevir. As suas acções contra todos os genótipos do vírus, é uma nova oportunidade para todos os doentes com genótipos que não o 1, até aqui o único contemplado com novos antivirais para além da terapêutica dupla.
Autores principais:Gigante, Ana Margarida Malhado
Assunto:Vírus da hepatite C Hepatite C crónica Ribavirina Peginterferão alfa Boceprevir Telaprevir Simeprevir Sofosbuvir Mestrado Integrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O vírus da hepatite C é o responsável pelo desenvolvimento da hepatite C crónica, que pode evoluir, ao longo dos anos, para cirrose ou carcinoma hepatocelular, tornando-se o prognóstico reservado nestas situações. A identificação e caracterização deste vírus, em 1989, permitiu o estudo dos vários genótipos do vírus e da evolução da doença hepática, desde a infecção até à hepatite aguda ou crónica. A via de transmissão principal do vírus é através da exposição directa ao sangue contaminado. O vírus é endémico em muitos locais do mundo, sendo que aproximadamente 3% da população mundial está infectada (170 milhões de pessoas). O diagnóstico da infecção, aguda ou crónica, requer a determinação dos anticorpos anti-vírus da hepatite C ou do genoma viral, por meio de testes laboratoriais. O tratamento standard da hepatite C crónica, em doentes com o genótipo 1, engloba o peginterferão alfa em associação com a ribavirina durante 48 semanas, o que resulta numa taxa de resposta virológica mantida em 40-50% dos indivíduos. A aprovação dos novos fármacos antivirais para os indivíduos com o genótipo 1, como o boceprevir e o telaprevir, contribuiu para o aumento substancial das taxas de resposta virológica rápida e mantida, em comparação com a terapêutica dupla. No entanto, as baixas taxas de resposta em doentes não respondedores à terapêutica prévia, a emergência de resistências e os efeitos adversos associados ao tratamento, levaram à necessidade de se descobrirem novos fármacos antivirais, com mais sensibilidade, maior barreira à resitência viral e com poucos efeitos secundários associados. Recentemente, foram aprovados o sofosbuvir e o simeprevir. As suas acções contra todos os genótipos do vírus, é uma nova oportunidade para todos os doentes com genótipos que não o 1, até aqui o único contemplado com novos antivirais para além da terapêutica dupla.