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Pinturas a duas mãos: cartografias híbridas dos litorais chineses (sécs. XVI-XIX)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:É comummente reconhecido que a cartografia portuguesa desempenhou um papel pioneiro na representação da Ásia no início da Idade Moderna. Esta asserção é particularmente válida para os mapas dos espaços marítimos asiáticos, confirmando a circunstância de Portugal ter desempenhado, em simultâneo, um papel pioneiro na exploração sistemática desta parte do mundo e contribuído de forma decisiva para a percepção global da sua complexa geografia. No entanto, uma evidência não menos significativa resulta do facto de alguns dos mapas mais relevantes de matriz portuguesa exibirem uma síntese de modelos europeus e asiáticos de representação. A cartografia dos litorais da China constitui um caso paradigmático desta situação uma vez que podemos identificar uma série contínua de exemplares, do início do séc. XVI ao início do séc. XIX, cobrindo escalas de representação muito diversas – planos urbanos, cartas provinciais e até extensos perfis costeiros. Ilustraremos esta prática visual de claro perfil intercultural apresentando uma amostra de mapas presumivelmente desenhados em Malaca, em Macau e noutras partes da China. Esta apresentação será acompanhada pela referência genérica aos contextos políticos que estiveram na génese destes mapas.
Autores principais:Oliveira, Francisco Roque De
Assunto:Mapas China Portugal Cartografia híbrida Idade Moderna
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:É comummente reconhecido que a cartografia portuguesa desempenhou um papel pioneiro na representação da Ásia no início da Idade Moderna. Esta asserção é particularmente válida para os mapas dos espaços marítimos asiáticos, confirmando a circunstância de Portugal ter desempenhado, em simultâneo, um papel pioneiro na exploração sistemática desta parte do mundo e contribuído de forma decisiva para a percepção global da sua complexa geografia. No entanto, uma evidência não menos significativa resulta do facto de alguns dos mapas mais relevantes de matriz portuguesa exibirem uma síntese de modelos europeus e asiáticos de representação. A cartografia dos litorais da China constitui um caso paradigmático desta situação uma vez que podemos identificar uma série contínua de exemplares, do início do séc. XVI ao início do séc. XIX, cobrindo escalas de representação muito diversas – planos urbanos, cartas provinciais e até extensos perfis costeiros. Ilustraremos esta prática visual de claro perfil intercultural apresentando uma amostra de mapas presumivelmente desenhados em Malaca, em Macau e noutras partes da China. Esta apresentação será acompanhada pela referência genérica aos contextos políticos que estiveram na génese destes mapas.