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Caracterização da resposta inflamatória e do eixo endócrino ósteo-muscular e influências genéticas associadas durante uma prova extenuante de longa duração de ciclismo de montanha

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Resumo:As provas extenuantes de longa duração ultrapassam os limites normais de intensidade e esforço, sendo os metabolismos ósseo e muscular fundamentais, tanto a nível mecânico como endócrino, interagindo entre si e com o metabolismo energético para manter a homeostasia do organismo. O processo inflamatório constitui um dos maiores riscos metabólicos, pois pode comprometer os tecidos e, assim, afetar esta interação. Este trabalho foi desenvolvido com o intuito de estudar a resposta fisiológica durante provas extenuantes de longa duração, em relação ao processo inflamatório e aos metabolismos energético, ósseo e muscular e de que forma polimorfismos genéticos os influenciam. A amostra deste estudo foi constituída por um grupo de atletas participantes na ultramaratona de ciclismo de montanha TransPortugal (n=51), e por um grupo de atletas de equipas de triatlo e ciclismo, representativo do exercício de intensidade moderada/elevada (n=26). Foram recolhidas amostras biológicas nos ultra-ciclistas antes e após a prova, e nas equipas antes e após a sua época de competições, para quantificação bioquímica de parâmetros de interesse, como 5-HT, osteocalcina, IL 6, creatinina e CRP. Os polimorfismos genéticos em 5HTT e DAT foram determinados por PCR convencional; em COMT, MTHFR e Osteocalcina por PCR/RFLP; e em BDNF, IL-6, VKORC1 e GPRC6A por endpoint genotyping. Os resultados obtidos apontam para o aumento do padrão inflamatório durante a TransPortugal, principalmente nos atletas que terminaram todas as etapas, mas sem que o catabolismo muscular e ósseo tenha sido demasiado exacerbado e danoso para os tecidos. Os polimorfismos nos genes BDNF, 5-HTT e COMT foram os que mais influenciaram a resposta inflamatória, o que sublinha os efeitos das transmissões serotoninérgica e dopaminérgica. O metabolismo energético foi afetado, principalmente, pelos polimorfismos em Osteocalcina e MTHFR, o que reforça o papel endócrino do esqueleto e a influência da epigenética. O polimorfismo em VKORC1 foi o que demonstrou exercer maior influência direta sobre o osso, através do seu poder de carboxilação sobre a OC.
Autores principais:Fontes, Miguel Escalda Claudino Marques
Assunto:Exercício extenuante de longa duração músculo osso inflamação osteocalcina Teses de mestrado - 2022
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As provas extenuantes de longa duração ultrapassam os limites normais de intensidade e esforço, sendo os metabolismos ósseo e muscular fundamentais, tanto a nível mecânico como endócrino, interagindo entre si e com o metabolismo energético para manter a homeostasia do organismo. O processo inflamatório constitui um dos maiores riscos metabólicos, pois pode comprometer os tecidos e, assim, afetar esta interação. Este trabalho foi desenvolvido com o intuito de estudar a resposta fisiológica durante provas extenuantes de longa duração, em relação ao processo inflamatório e aos metabolismos energético, ósseo e muscular e de que forma polimorfismos genéticos os influenciam. A amostra deste estudo foi constituída por um grupo de atletas participantes na ultramaratona de ciclismo de montanha TransPortugal (n=51), e por um grupo de atletas de equipas de triatlo e ciclismo, representativo do exercício de intensidade moderada/elevada (n=26). Foram recolhidas amostras biológicas nos ultra-ciclistas antes e após a prova, e nas equipas antes e após a sua época de competições, para quantificação bioquímica de parâmetros de interesse, como 5-HT, osteocalcina, IL 6, creatinina e CRP. Os polimorfismos genéticos em 5HTT e DAT foram determinados por PCR convencional; em COMT, MTHFR e Osteocalcina por PCR/RFLP; e em BDNF, IL-6, VKORC1 e GPRC6A por endpoint genotyping. Os resultados obtidos apontam para o aumento do padrão inflamatório durante a TransPortugal, principalmente nos atletas que terminaram todas as etapas, mas sem que o catabolismo muscular e ósseo tenha sido demasiado exacerbado e danoso para os tecidos. Os polimorfismos nos genes BDNF, 5-HTT e COMT foram os que mais influenciaram a resposta inflamatória, o que sublinha os efeitos das transmissões serotoninérgica e dopaminérgica. O metabolismo energético foi afetado, principalmente, pelos polimorfismos em Osteocalcina e MTHFR, o que reforça o papel endócrino do esqueleto e a influência da epigenética. O polimorfismo em VKORC1 foi o que demonstrou exercer maior influência direta sobre o osso, através do seu poder de carboxilação sobre a OC.