Publicação
A translocalidade da cultura açucareira: o Funchal, Cidade do Açucar, entre o Mediterrâneo e o Atlântico
| Resumo: | A ilha da Madeira, e a cidade do Funchal em particular, desde o início do seu povoamento, caracteriza-se pela sua translocalidade, sobretudo associada à cultura açucareira. Interessa, pois, conhecer as relações translocais, interlinguísticas e interculturais, associadas à terminologia açucareira no Atlântico, dado que a cidade do Funchal foi o epicentro da circulação de coisas e palavras e da mobilidade de pessoas, ao estar numa posição estratégica entre o Mediterrâneo e o Atlântico, convertendo-se na cidade do açúcar ou “ouro branco” da altura. Foi também a partir da Madeira que o vocabulário da cultura açucareira, constituído fundamentalmente por unidades terminológicas complexas que denominam qualidades de açúcar e técnicas da produção açucareira, se expandiu no Atlântico, nomeadamente para Canárias, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Brasil, configurando a realidade do atual património linguístico e cultural comum aos dois lados do Atlântico, como confirma a documentação oral contemporânea, recolhida através de questionários semântico-lexicais nas áreas geográficas referidas, onde ainda subsiste a produção açucareira tradicional. |
|---|---|
| Autores principais: | Nunes, Naidea |
| Assunto: | Terminologia Açucareira Translocalidade Cidade do Funchal Ilha da Madeira Canárias Cabo Verde S. Tomé e Príncipe Brasil |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A ilha da Madeira, e a cidade do Funchal em particular, desde o início do seu povoamento, caracteriza-se pela sua translocalidade, sobretudo associada à cultura açucareira. Interessa, pois, conhecer as relações translocais, interlinguísticas e interculturais, associadas à terminologia açucareira no Atlântico, dado que a cidade do Funchal foi o epicentro da circulação de coisas e palavras e da mobilidade de pessoas, ao estar numa posição estratégica entre o Mediterrâneo e o Atlântico, convertendo-se na cidade do açúcar ou “ouro branco” da altura. Foi também a partir da Madeira que o vocabulário da cultura açucareira, constituído fundamentalmente por unidades terminológicas complexas que denominam qualidades de açúcar e técnicas da produção açucareira, se expandiu no Atlântico, nomeadamente para Canárias, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe e Brasil, configurando a realidade do atual património linguístico e cultural comum aos dois lados do Atlântico, como confirma a documentação oral contemporânea, recolhida através de questionários semântico-lexicais nas áreas geográficas referidas, onde ainda subsiste a produção açucareira tradicional. |
|---|